Castro Marim
   
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Morada R. 25 de Abril, n.º 14
Cód. Postal 8950-122 Castro Marim
Telefone 281531138

   
ÁREA GEOGRÁFICA(km2) 79

EXECUTIVO DA JUNTA ASSEMBLEIA DA FREGUESIA
 
Presidente José Manuel Cavaco Cabrita
Secretário Andrelino Cabrita Pena
Tesoureiro Maria Filomena R. Pena Madeira
 
Presidente Amândio de Sousa Rodrigues Norberto
Secretários Agostinho Brás Pereira
Restantes
Elementos
Dina Maria Saboias Gonçalves Ferreira
Florbela Maria Pereira da Palma Martins
Licinio Domingos Dias Simão
Dora Luisa Gonçalves Viegas
Fernando José Melo Nascimento
Maria da Conceição Correia F. de Sousa

DESCRIÇÃO DA FREGUESIA
 
  Castro Marim, povoação que ressurgiu de velhas civilizações que aí deixaram seus testemunhos, foi conquistada aos Mouros por D. Paio Peres Correia em 1242.
  Durante estas lutas da reconquista ficou gravemente fragilizada, tendendo a desaparecer devido a um grande decréscimo populacional.
  Devido a este problema, os primeiros monarcas concederam-lhe foros, privilégios, concessões e doações, iniciados por D. Afonso III em 1277, confirmados e ampliados em 1282 por D.Dinis, seu filho.
  Durante o reinado de D. Afonso III (1245-1279), esta sociedade era constituída por indivíduos de diversas condições sociais.
  A maior parte da população vivia do cultivo da terra, mas a posição estratégica de Castro Marim retirava do mar e do rio, através da pesca, outros produtos importantes para a economia da região, passando mais facilmente a negociarem os seus produtos com o Reino do Algarve e a vizinha Andaluzia.
  Com D. Dinis, Castro Marim viu reconhecida a importância da sua localização geográfica, acolhendo por bula decretada pelo Papa João XXII a primeira sede da Ordem de Cristo, em 14 de Março de 1319.
  A vila desenvolveu-se, inicialmente, dentro das muralhas do Castelo, situado no cimo de uma colina, permanecendo este como cabeça da Ordem, sediada na Igreja Matriz de Santiago, primeira freguesia deste concelho, até ao reinado de D. Pedro I (1320-1367), em 1356, ano da transferência desta Ordem para Tomar.   Esta transferência tornou-se num sinal de progressivo desprestígio desta vila, que apesar de ser vila raiana, a população não se fixava, fazendo com que a vila se despovoa-se.
  Trabalhando no sentido de atrair população à vila, D. Fernando
I, que andava em guerra com Castela, concedeu novas mercês e prerrogativas aos vizinhos do lugar em 1372, e reparou as ruínas da vila.
  Em 1375, Castro Marim foi novamente entregue, por pouco tempo, à Ordem de Cristo, com os direitos e privilégios de outrora.
  Com a entrada no século de 400, grandes modificações sofreu o Algarve, já que foi aqui que o Infante D.Henrique, filho de D. João I, Mestre de Avis, encontrou a localização adequada às guerras da conquista ultramarina.
  Na qualidade de situação defensiva e comercial privilegiada, Castro Marim voltou a ter Foral em 1504 por D. Manuel I (1495-1521).
  Castro Marim passou a ter um papel fundamental na luta contra a pirataria muçulmana dada a sua proximidade com Marrocos, tornando-se a principal praça de guerra do Algarve após as obras de restauro que D. Manuel I mandou fazer em 1509 ao Castelo.
  A vila torna-se num Importante ponto de segurança e porto piscatório e comercial, contribuindo para o aumento da população, atingindo o seu apogeu nos séculos XV e XVI. Deste prestígio resultaram o aparecimento de outras duas freguesias, a de Nossa Senhora da Visitação em Odeleite, referida na Visitação de 1534, e a outra, a "Capela Curada do Santo Espírito" (Espírito Santo) do Azinhal, referenciada em 1565. A freguesia da Altura foi recentemente criada em Junho de 1993, alargando o concelho para quatro freguesias administrativas.
  Desde os fins da Idade Média até aos séculos XVI e XVII, esta vila foi importante porto piscatório e comercial.
  Durante o século XVII, com as Guerras da Restauração em 1640, foi o castelo restaurado por ordem de D. João IV e acrescido de novas fortificações como foi o Forte de São Sebastião, ampliando a sua estrutura muralhada.
  No século XVIII, grande abalo sofreu toda a vila, aquando do terramoto de 1 de Novembro de 1755 que muito a arruinou, pelo que deixaram de ser utilizadas as habitações no interior da muralha medieval.
  A vila cresceu extramuros sem no entanto nunca conseguir recuperar a importância de séculos passados, agravada pelo nascimento de Vila Real de Santo António, que junto do assoreamento dos esteiros, provocou a sua decadência.
 
 
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