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Abraçada, a sul, pelo rio Douro e, a norte, pelo rio Mau, dista 27 quilómetros da sede do concelho e 32 da cidade do Porto.

O topónimo Rio Mau deriva, sem dúvida, do ribeiro algo avultado que, nascido ao norte, no castrejo monte Mosinho, aqui mesmo desagua no Douro. “Rio” significa neste caso o mesmo que o latim rivu, não propriamente um curso de água notável, como hoje, mas um ribeiro ou riacho — o que prova a antiguidade da designação do local.

Participando do senhorio das estirpes dos padroeiros do não longínquo mosteiro de Paço de Sousa, foi, desde antes da nacionalidade, da paróquia de Santa Eulália de Pedorido, apesar de situada na parte oposta do rio, em frente porém da igreja.

Por doações de cavaleiros e donos das estirpes, já no século XII possuia aqui haveres o mosteiro de Paço de Sousa. Na composição de 1235, entre o abade e a mesa conventual, foi cedido à oficina dita de Santa Maria, “in Rivulo Malo, unum casale”.

Em 1250, por comissão de D. Afonso III, os priores de Vila Boa de Quires e de Vilela e o juiz da terra de Aguiar deram sentença de não serem realengas as “herdades” do mosteiro em Rio Mau, adjudicando-as ao cavaleiro-fidalgo João Martins de Ataíde e seus irmãos e aos mosteiros de que eram herdeiros.

Alguns dos haveres do de Paço de Sousa provinham de doação feita, em 1143, por D. Elvira Peres. O tal casal “in Rivulo Malo” foi por certo doado, em 1161, por D. Soeiro Pais. Parece que este casal se situava na Torre, como se vê de um documento de 1740 e de um emprazamento feito em 1600 a André Soares pelo convento.

No princípio do século XIX, os habitantes do lugar de Rio Mau, separados do resto da freguesia pelo Douro, requerem à Coroa a inclusão de Rio Mau em Sebolido.

Em 1911 já Rio Mau era o lugar mais povoado da freguesia (126 fogos, 505 habitantes).
A principal actividade residia na pesca, que se fazia num vasto areal (hoje totalmente coberto pelas águas, por efeito da barragem de Crestuma-Lever), onde, desde Janeiro até fins de Maio, se empregavam mais de vinte barcos, à lampreia, ao sável, à tainha, ao mugem. A pescaria era feita com redes de arrastar. Nos restantes sete meses pescavam-se outras qualidades de peixe, agora com “travesilhos” ou à tarrafa (a que aqui chamam chumbeira).
O peixe era vendido, algum para o Porto e a maior parte para as povoações rurais circunferentes.

Rio Mau é a mais nova freguesia do concelho de Penafiel. Adquiriu autonomia em 1 de Janeiro de 1985. É hoje caracterizada pelo seu bairrismo dedicado à cultura e ao desporto.

 
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