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Quarta-Feira, 20.11.2019
 
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O caminho, a devoção, a festa





Grupo de romeiros de Moimenta da Beira a caminho do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego), num curto descanso na Ponte Fortificada de Ucanha (Tarouca), ao que foi, em tempos, uma portagem medieval[1] e uma das principais vias de peregrinação cristã[2] (Agosto de 2011).


São muitas, e cada vez mais, as peregrinações (empreendidas individual ou em grupo, e particularmente a pé) a locais considerados sagrados, de oração, a locais onde estão sepultados apóstolos, santos, mártires, a locais onde se diz ter aparecido a Virgem Maria, a locais onde ocorreram tais milagres.

Amparados pelo cajado e respectivo farnel, as motivações de quem as realiza são diversas: fé, busca interior, misticismo, isolamento, turismo, prazer de caminhar, desporto ou simplesmente uma grande aventura.

Entre a religiosidade e o convívio, seguem-se velhos trajectos (numa alternância de pisos de terra, pedra e asfalto), caminhos enriquecidos pela presença de alminhas e cruzeiros que atravessam cursos de água através de pontes (algumas de origem muito antiga), densos arvoredos, terras de labor, aldeias, vilas e cidades históricas. Visitam-se e veneram-se igrejas e capelas, conhece-se todo o tipo de gentes e culturas, partilham-se experiências e vivências.

As recordações são sempre positivas. Do caminho, das pessoas, da festa!... Alguns admitem mesmo que iniciam a peregrinação sem um único objectivo religioso, mas que acabam por o terminar com outra atitude espiritual.


Publicado no Jornal Beirão (70.ª edição)



A rede viária medieval de Portugal, nas suas linhas principais, é herdeira das grandes vias romanas, de que uma das mais importantes seria a via XVI do Itinerário de Antonino que ligava Braga (Bracara Augusta) a Lisboa (Olisipo).

Testemunha, desde os tempos medievais até aos nossos dias, da passagem de peregrinos oriundos de diversos pontos do país a Compostela. Os Caminhos de Santiago (ou a Rota Jacobeia) atingiram o máximo esplendor nos séculos XI, XII e XIII e voltaram a ganhar protagonismo desde a segunda metade do século XX, sendo declarados Primeiro Itinerário Cultural Europeu pelo Conselho de Europa (em 1987), Património da Humanidade pela UNESCO nos seus traçados ao longo de Espanha e França (respectivamente em 1993 e 1998) e Prémio Príncipe de Astúrias da Concórdia 2004, outorgado pela Fundação Príncipe de Astúrias. Devido à grande diversidade de proveniência dos peregrinos, definiram-se sobre o território galego os seguintes itinerários de chegada de toda a Europa:

Caminho Francês (atravessa o Norte de Espanha e é o caminho mais utilizado até Santiago. Entra em Espanha por Roncesvalles, no sopé dos Pirenéus, e na Galiza pelo mítico alto de O Cebreiro);

Caminho do Sudeste-Via da Prata (desde o sul e centro da Península Ibérica, pela popular Via da Prata);

Caminho Primitivo e do Norte (com dois traçados principais, entram na Galiza pelas Astúrias, provenientes do País Basco e Cantábria);

Rota do mar de Arousa e rio Ulla (rememora, a partir de Padrón, o itinerário pelo qual, segundo a tradição, chegaram de barco à Galiza os restos mortais do Apóstolo);

Caminho Inglês (utilizado sobretudo pelos peregrinos que, partindo do norte da Europa e das Ilhas Britânicas, chegavam aos portos de Ferrol e de A Coruña);

Caminho de Fisterra- Muxía (trata-se de um prolongamento de Santiago de Compostela até ao Cabo Finisterra, especialmente para os peregrinos que vinham de longe terem a ideia que tinham chegado ao "fim da terra");

Caminho Português (com várias alternativas, é o segundo itinerário mais utilizado até Compostela).


Autor: José Carlos Santos 










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