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III Cortejo Etnográfico
III Cortejo Etnográfico

Incluído no programa do 10º Fim-de-Semana Cultural, promovido pela Junta de Freguesia do Bunheiro, em colaboração com as colectividades da terra, o Rancho Folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria” levou a efeito o seu III Cortejo Etnográfico, no dia 9 de Agosto.

Conscientes de que uma grande parte da nossa etnografia está intimamente relacionada com a religiosidade do nosso povo, nomeadamente no que se refere às vivências dos mesmos tidas na Religião Católica, aspectos quase esquecidos em anteriores edições deste evento, decidiu agora o grupo optar por este tema.

Ao fazê-lo, teve perfeita consciência do risco que corria pois, uma representação deste género exigia de todos seriedade máxima.

Por essa razão foram os actores e figurantes instruídos nesse sentido, tendo também sido feito um aviso no final da Eucaristia desse domingo que foi celebrada na Igreja do Bunheiro e ainda distribuído um folheto, ao longo do percurso de passagem, com os seguintes dizeres: “O Rancho Folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria” promove o seu III Cortejo Etnográfico, inserido no “Fim-de-Semana Cultural” da Freguesia do Bunheiro.

É de todos conhecida a relação e envolvência que a grande maioria dos elementos deste grupo tem nas actividades da nossa Paróquia e na prática da Religião Católica.

A direcção, ao decidir que o cortejo versasse temas da vida religiosa da nossa comunidade, fê-lo consciente das dificuldades, limitações e riscos que iria encontrar mas, ciente da enorme riqueza etnográfica ligada às vivências da Religião Católica, depois de obter a autorização do Pároco, não hesitou em correr esses riscos.

Os riscos a que nos referimos, podem ser os seguintes:

- Falta de postura condicente com as cenas a representar, por parte dos nossos elementos ou pessoas convidadas, nas quais se incluem muitas crianças (actores e figurantes).

- Postura também desajustada por parte do público que vai estar a assistir ao cortejo. A vivência religiosa exige muita seriedade, sem a qual aquilo que pretendemos representar perde muito do ser riquíssimo e ancestral valor.

A organização vai dar indicações precisas aos actores e figurantes, procurando limitar, desta forma, as consequências negativas que possam advir deste sector. Por parte do público, espera-se que tenham uma postura adequada e não exerçam nenhum tipo de iteração com os actores e figurantes (não tocar, não falar, não gesticular e não rir).

Só assim conseguiremos o objectivo. Estamos empenhados em que tudo corra bem. Contamos com a vossa colaboração. Esperamos que seja do vosso agrado!” Regozijamo-nos pelo facto desta preocupação da organização ter sido plenamente ultrapassada.

De facto, apesar de uma ou outra iteração negativa por parte de um ou outro elemento do numeroso público que assistiu ao desfile, os actores e figurantes conseguiram ultrapassar as expectativas, tendo-se atingido um nível de seriedade do qual muito nos orgulhamos e que muito nos honra.

À hora marcada, 15H30, começou a desfilar na Av. S. Mateus, entre o Cruzamento do Lopes e a Rotunda do Cruzeiro, o primeiro dos 23 quadros que, agrupados em 8 cenas, constituíram este III Cortejo Etnográfico, o qual foi apresentado pela seguinte ordem:

1ª Cena – BAPTISMO (A cena representa três baptizados durante a ida para a Igreja, ou no regresso a casa. A madrinha leva a criança ao colo, sendo acompanhada do pai e do padrinho). a) Deslocação a pé

b) Deslocação a pé

c) Deslocação de carro de burros)

2ª Cena – CATEQUESE (A cena representa a Mestra a ensinar a doutrina a meninos e meninas).

3ª Cena – PRIMEIRA COMUNHÃO (A cena representa a procissão dos meninos e meninas da 1ª comunhão).

a) Crianças da 1ª Comunhão

b) Crianças da Cruzada

4ª Cena – CASAMENTO (A cena representa três casamentos, na viagem de regresso da Igreja).

a) Deslocação a pé

b) Deslocação em coche

c) Deslocação de automóvel

5ª Cena – EXTREMA-UNÇÃO (A cena representa um sacerdote junto ao leito de uma doente/idosa, administrando-lhe o Sacramento da Santa-Unção, antigamente conhecido como da Extrema-Unção).

6ª Cena – A MORTE – O Pranto (A cena representa um grupo de mulheres – “as carpideiras” que, segundo uma tradição da velha Jerusalém, eram contratadas para chorar e fazer o povo chorar, perante a morte de um amigo ou ente-querido. Esta tradição esteve enraizada também entre nós).

7ª Cena – A MORTE - O Enterro (A cena que se segue, dividida em vários quadros, representa o funeral de uma mulher da comunidade, que pertencia aos “movimentos” das “Filhas de Maria” e das “Dominicanas”. O termo enterro, então usado, estará relacionado com o facto do corpo ir a enterrar no final das cerimónias fúnebres. Entre outros factores, o número de padres participantes nas cerimónias fúnebres reflectia as posses da família da pessoa falecida).

a) – Menino da campainha

b) – Grupo de Homens (alguns deles com bicicletas pela mão)

c) – Meninos da Irmandade de S. José

d) – Meninos da Irmandade do Coração de Jesus

e) – Meninos da Irmandade de Nossa Senhora de Fátima

f) – Homens da Irmandade do Coração de Jesus

g) – Homens da Irmandade do Santíssimo Sacramento

h) – Grupo de 6 Padres

i) – Menino da caldeirinha

j) – Carreta que transporta o Caixão, conduzida por um homem

k) – Homem com a Chave do Caixão

l) – Mulheres do “Movimento das Filhas de Maria”

m) – Mulheres do “Movimento das Dominicanas”

n) – Grupo de Mulheres

8ª Cena – A MORTE - A “Bucha” ou “Marinha” (Os meninos e os homens das irmandades, no final do enterro, iam à loja do “Ti Frederico”, inicialmente situada ao lado da Capela de S. Gonçalo e, mais tarde, ao lado da Igreja, comer um pão de pada e beber um copo de vinho. Às vezes, quando a pessoa falecida era de famílias mais abastadas, havia ainda umas azeitonas e alguns outros extras para os homens. Quando de um enterro de um pobre, não havia nada para ninguém. Esta tradição era designada, entre nós, por “bucha” havendo também quem a conheça por “marinha”. A cena pretende recriar essa vivência ainda na memória dos mais velhos).

O Cortejo fez duas passagens na zona de apresentação, tendo para tal fechado o circuito pela Rua P. Dr. Gonçalo António Tavares de Sousa e Rua da Lagoínha.

No final, quer por parte dos organizadores, quer pelos actores e figurantes, quer ainda pelas opiniões recebidas do público, houve unanimidade em considerar que o evento foi um êxito, tendo superado a melhor das expectativas.

A organização agradece reconhecidamente a todas as pessoas que contribuíram para que tivesse sido possível colocar esta iniciativa na rua, algumas delas com sacrifício de muitos dias de afincado trabalho.

Bem hajam.

Daniel Bastos

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