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Sábado, 26.5.2018
 
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Cividade ou Monte da Suvidade
Cividade ou Monte da Suvidade

Do mais profunda da História, temos a Cividade, também conhecida como Monte da Suvidade. A Cividade remonta à proto-história, sendo a sua construção apontada para o Século I a.C..

Durante a proto-história, no cimo do monte, entre Âncora e Afife, com um bom domínio da paisagem circundante, surge um povoado fortificado também designado por castro. Este povoado tem um cariz militar e residencial e encontra-se composto e defendido por um recinto amuralhado. Pode ser apelidado de verdadeira "civilização do granito", pois nele utilizaram este recurso natural para construir com blocos toscamente afeiçoados, os limites das áreas residenciais onde se erguem as habitações de planta circular.

Este aglomerado populacional ocupado até à romanização, é composto por um conjunto de casas circulares, com uma cobertura de formato cónico, suportada por um poste implantado ao centro da habitação. Na parte da frente, dois muros avançam, delimitando um pátio que poderia ter múltiplas utilizações. No interior, os pisos aparecem preparados com saibro e argila amassada e a lareira deslocada, visto que o centro da casa é ocupado pelo poste que sustenta o tecto. Encontra-se igualmente, para armazenamento e abastecimento de água, uma fonte que possivelmente estaria ao serviço do agregado familiar. Ainda se verifica a presença de recintos funerários no interior dos núcleos familiares, onde se conservam as urnas cinerárias dos antepassados de cada família.

As diversas escavações arqueológicas realizadas na Cividade, permitiram conhecer o seu espólio, sendo ele constituído por fragmentos de cerâmica comum da Idade do Ferro e Romana, fragmentos de vidro, ânfora, tegula, imbrex, mós manuárias rotativas, elementos numismáticos, escória de ferro, artefactos metálicos, fíbula em bronze, objectos de adorno pessoal e ainda, alguns elementos arquitectónicos.

Forte do Cão ou Fortim do Cão
Forte do Cão ou Fortim do Cão

Desde a presença humana neste território que o mar tem sido, para estas populações, imprescindível. Dele pode ser extraído alimento, fertilizante para os campos mas também, por vezes, dele espreitam perigos. Nesta costa, para além dos afogamentos e naufrágios, registamos, no século XVII, ataques de pirataria, tal como acontecia noutras localidades costeiras. É neste século que os registos de óbito referem que “[...] matarão os turcos e mouros que desembarcarão no porto de cão com duas cuteladas de alfange pera se não deixar cativos a Maria Franca mulher de Manuel Gonçalves do Crasto [...] logo ai morreu.

Para a defesa da costa, sobretudo perante a ameaça da armada espanhola, durante o século XVII, em plenas Guerras da Restauração (1640-1668), o monarca solicita a construção de um conjunto de fortificações que se integram na linha defensiva que se prolonga do rio Minho à costa Atlântica, até Esposende.

Em 1683, o Dr. Monteiro Monterroio, em sessão de Câmara de Viana, pediu para se fazerem redutos, plataformas nos desembocaduras no rego das fontes de Montedor e rio Âncora para depor peças de artilharia se fosse necessário e para ali haver vigias e guardas.

 D. Pedro II, em 1690, ordena o início da construção do forte do cão, cujas obras terminam em 1702. A sua importância nunca deve ter sido significativa pois, em 1716, a Junta dos três Estados decide desativar o forte. Deste modo, aquando do inquérito de 1758, o Padre Manuel da Costa e Amorim refere o estado de degradação em que se encontra o forte referindo que “hum forte na praia do mar entre penedos que está todo desfabricado de portas e tilhados e sem goarniçam alguma a que chamam o forte de Cam”.

A estrutura do forte, embora de pequenas dimensões, permite que seja classificado como uma verdadeira fortaleza. De planta estrelada, possui quatro baluartes, dois menores unidos por face curva, voltados ao mar, e dois de maiores dimensões junto ao frontispício voltado a terra. Neste apresenta-se um pórtico de arco pleno no ponto de união dos dois baluartes maiores. Muros em talude e já sem o seu coroamento, mantendo nos cunhais dos baluartes do frontispício as bases circulares das guaritas e, entre o baluarte esquerdo e a face curva da fachada posterior, duas pedras salientes, possíveis bases de um balcão. Sobre o pórtico, encontra-se vão profundo cego.

 

Praia do Forte do Cão
 Praia do Forte do Cão

A Praia do Forte do Cão, também conhecida como Praia da Gelfa, situa-se na Freguesia de Âncora.  É uma praia com bons acessos, parque de estacionamento e diversas qualidades. Qualidades essas, que passamos a descrever: em termos terapêuticos, tem um elevado nível de iodo e uma boa qualidade do ar e da água; é uma praia que reúne uma paisagem fértil e esplendorosa, encontrando-se ladeada pelo mar, pela montanha e pelo rio; os seus  frequentadores tem a possibilidade de conjugar os banhos de sol e mar, com a fauna e flora marinhas; e entre outras qualidades, é uma praia com uma extensão de areal enorme, que permite caminhadas de relaxamento ou puro desporto. 

Como prova inequívoca dos argumentos apresentados, acrescentamos que não terá sido por mero acaso que a zona envolvente da Praia do Forte do Cão, foi escolhida para a implantação de um hospital com valências tão delicadas como as doenças ósseas, doenças do foro respitório e mental.

Na época balnear de 2012, a Praia do Forte do Cão foi galardoada com Bandeira Azul.

Igreja de Santa Maria de Âncora
Igreja de Santa Maria de Âncora

A Igreja de Santa Maria de Âncora foi construída no ano de 1360, tendo provavelmente sofrido obras de restauro no ano de 1886, altura em que se construiu o cemitério anexo à mesma.

Formada por dois elementos rectangulares, corpo da igreja e capela-mor, unidos por um arco triunfal de meio ponto apoiado em pés-direitos, não se sabe se esta é a estrutura original da sua construção. 

O seu interior é constituído por três naves, separadas por séries de arcos canelados que, por sua vez, se encontram assentes em quatro séries de colunas clássicas. O retábulo do altar-mor é um belo exemplar do estilo neoclássico e, os altares laterais são uma imagem do estilo barroco. Adornam ainda, o tecto da Igreja, pinturas murais datadas do século XV e XVI.

Na fachada exterior da Igreja, encontra-se uma porta rectangular, sobrepujada por um janelão. Na cúspide, ergue-se uma cruz simples que se repete nas empenas e, do lado sul encontra-se uma torre com dois corpos, sendo o primeiro inserido na nave lateral e o segundo, com remate em pirâmide composta por quatro sineiras.

Do lado sul da capela-mor foi construída uma sacristia e, do lado norte, uma sala de arrumos. No cimo da sacristia, encontra-se um relógio de sol, em granito, executado depois da construção da igreja e cujos números do mostrador são árabes.

Capela de Nossa Senhora dos Desamparados
Capela de Nossa Senhora dos Desamparados

A Capela de Nossa Senhora dos Desamparados embora nos apareça datada de 1883, data possível da sua recuperação e embelezamento, foi construída no século XVIII, por volta de 1753 a mando e custeada pelo Abade Dr. António da Costa e Amorim. Embora seja uma construção pequena, mais nicho que capela, no seu interior existe uma imagem em pedra de Nossa Senhora dos Desamparados, atestando a importância deste material para a localidade e a devoção a esta imagem.

A sua localização próxima à Igreja Paroquial, permitia a oração daqueles que íam e vinham dos ofícios divinos. Nas memórias paroquiais de 1758, Manuel Amorim, encomendado de Santa Maria de Âncora, refere que "toda a gente desta freguezia quando vem e vai da Igreja, faz devotamente oraçam, e muitas pessoas das freguezias vezinhas pello discurso do anno quando a sua vocaçam o pede concorrem a dita senhora de romaria, e algumas ofertas lhe trazem mas coiza muito tenue que mal chega para fazer huma festa a mesma Senhora".

No ano de 1914, a religiosidade e devoção acentuam-se com o choque que o mundo sofre em virtude de um conflito europeu que rapidamente se estende a todos os continentes. Portugal entra na Grande Guerra como beligerante depois de 9 de Março de 1916. Os tempos de guerra, levaram a que a população se volta-se para as forças do divino, de onde podia surgir auxílio para os militares que permaneciam longos meses na frente de guerra sem serem rendidos e pelos quais era necessário rezar.

No contexto desta obsessão pela sobrevivência, o culto a Nossa Senhora dos Desamparados incrementa-se na população ancorense, com orações e esmolas.

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