A Cisterna de Lamego, situada extramuros da praça de armas, é de silharia retangular e abobadada, com ogiva nervada sustentada por largas cintas apoiadas em pilares. Com cerca de vinte metros de comprimento e dez de largura, é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52). Já em novembro de 2013, a Cisterna de Lamego reabriu e voltou a conhecer a luz do dia, após ter sofrido importantes obras de requalificação. Imagens, sons, letras, vivências, tradições, passaram a estar disponíveis ao público, num espaço que se assume agora como um Centro de Memória. Ao entrar na Cisterna, o visitante mergulha no passado, onde múltiplas memórias são projetadas ininterruptamente nas pedras que, outrora, foram apenas espetadoras. Uma sonoplastia associa-se ao espaço, recordando 800 anos de sons quotidianos: o sino, o galo, o pedreiro, o pregão, a procissão, o choro e o riso. O Castelo de Lamego é classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.
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