Trata-se de uma torre quadrangular branca, de alvenaria, com edifício anexo, tem 15 metros de altura. Lanterna branca, com varandim e cúpula vermelhos.
A construção do farol foi iniciada em 1855, ficando concluída em abril de 1857, sendo já diretor de faróis Ipácio Vielle.
Entrou em funcionamento em 1858, aquele que seria o primeiro farol do Cabo Mondego. Foi montado um aparelho lenticular de Fresnel de 2ª ordem (foi dos primeiros a ser montado nos nossos faróis), e a luz era branca fixa. O aparelho iluminante era um candeeiro mecânico de bombas alimentícias pelo sistema de Carcel, funcionando a azeite.
Por má visibilidade deste farol ou por interesses relacionados com a Empresa Exploradora de Minas, o farol acabou por ser demolido e construído outro mais a norte.
Entrou em funcionamento em 20 de novembro de 1922. O aparelho ótico é de 3ª ordem, grande modelo (500mm distância focal), com rotação produzida pela máquina de relojoaria.
A luz é branca, produzindo grupos de 4 relâmpagos e tem como fonte luminosa a incandescência pelo vapor do petróleo.
Em 1941 foi eletrificado através de grupos eletrogéneos, acabando por em 1947 ser ligado à rede elétrica de distribuição pública. A máquina de relojoaria foi substituída por motores elétricos.
O equipamento e as infraestruturas foram modernizadas ao longo dos anos, tendo sido automatizado em 1988.
Em 2000 foi montado um autómato para executar a caraterística.
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Fontes: Site da Autoridade Marítima de Portugal e Wikipedia