Trata-se de uma torre quadrangular branca, em alvenaria, com edifício anexo encimada por lanterna cilíndrica vermelha, tem 17 metros de altura.
O farol do Cabo Sardão fazia parte das propostas incluídas no projecto de Pereira da Silva: (...) muito convem estabelecer ali um pharol de 3ª ordem, que é sufficiente para esclarecer esta parte da costa.
O Plano Geral de Alumiamento e Balizagem aprovado em 1883 propunha a instalação no Cabo Sardão de um farol de 2ª ordem, de luz distribuída em grupos de 2 clarões, sendo um branco e outro vermelho.
O farol não chegaria a ser edificado a não ser depois da entrada em funcionamento da Comissão nomeada em 1902, que propunha para o Cabo Sardão, um aparelho de 3ª ordem, modelo pequeno, mostrando clarões brancos equidistantes de 10 em 10 segundos.
A memória descritiva e justificativa para a edificação do farol, acabaria por ser só elaborada em 1912, sendo o orçamento de 29.000,00 reis.
Entrou em funcionamento em 15 de abril de 1915. O aparelho ótico é de 3ª ordem, grande modelo (500mm distância focal), cuja rotação é produzida através de máquina de relojoaria. A fonte luminosa é a incandescência pelo vapor de petróleo.
Eletrificado em 1950, pela montagem de grupos eletrogéneos, a fonte luminosa passou ser uma lâmpada de 3000 watts.
Em 1984 foi ligado à rede elétrica de distribuição pública, passando então a funcionar com uma lâmpada de 1000 watts, sendo também neste mesmo ano automatizado.
Em 1999 foram feitas grandes obras de remodelação no edifício.
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Fontes: Site da Autoridade Marítima de Portugal e Wikipedia