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Farol das Contendas
Farol das Contendas

​No Plano Geral de Alumiamento aprovado em 1883, surge como local de implantação a «Ponta de S. Jorge». O conselheiro Almeida de Ávila viria a prever também em 1891, a instalação do farol nesse local.

Não seria este o parecer da comissão de 1902, que entendia que a parte mais frequentada pela navegação, desde o Monte Brasil até à Ponta da Serreta, ficava obscurecida, por isso, julgava mais conveniente a instalação do farol na Ponta das Contendas.

Em 1926 foi comprado o terreno para a edificação do farol por mil e quinhentos escudos insulares, ou sejam mil e duzentos escudos da moeda continental.

Iniciou-se a construção em 1928 com cantaria dos fortes existentes nas zonas chamadas caninas, sendo o material transportado em carros de bois, incluindo a areia tirada da baía das caninas e a água vinda da fonte da Vila de S. Sebastião.

A obra esteve a cargo do mestre-de-obras Sr. António Tomaz que já tinha dirigido a construção de outros faróis.

O farol das Contendas foi estabelecido em 1 de fevereiro de 1934. Fica localizado na Ponta das Contendas a SE da Ilha Terceira. A torre do farol tem 13 metros de altura e 54 de altitude. 

Foi equipado com um aparelho lenticular, dióptrico catadióptrico girante de 3ª ordem, grande modelo (500 mm distância focal), sendo a fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo, ficando como reserva um candeeiro de cinco torcidas de nível constante.

A rotação da ótica era produzida através da máquina de relojoaria e o alcance luminoso era de 20 milhas. A lanterna tinha cúpula de vidro para lhe dar a característica de aeromarítimo. 

Em 1957 foi construída a casa das máquinas, vindo o farol a ser eletrificado através de grupos eletrogéneos em 1958. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de 3000 W, ficando a incandescência a petróleo como reserva.

Em 1964 foi inaugurada a estrada que dá acesso ao farol, comparticipando a Direção de Faróis nas obras com a quantia de 50 000$00. Neste mesmo ano o farol foi ligado à rede pública de abastecimento de água. 

A potência da fonte luminosa foi reduzida com a instalação de uma lâmpada de 1000W 120V em 1983.

Em 1985 foram introduzidos dois sectores de luz vermelha para dar resguardo às zonas mais perigosas, incluindo as proximidades dos ilhéus dos Fradinhos.

O farol foi eletrificado em 1998 com a ligação à rede elétrica de distribuição pública. Está automatizado com o sistema modelo DF.​

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Fontes: Site da Autoridade Marítima de Portugal e Wikipedia 

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