Trata-se de uma torre prismática branca com dezoito metros de altura e um edifício anexo.
Começou por figurar no Plano Geral de Alumiamento e Balizagem aprovado em 1883, prevendo-se um dispêndio na sua construção de 21.014$000 reis.
Em 1891, Almeida de Ávila no seu relatório, era também de opinião que se devia construir um farol de 3ª ordem na Ponta da Ferraria.
O farol da Ferraria foi estabelecido em 22 de outubro de 1901. Está localizado na ponta mais a oeste da Ilha de S. Miguel. A torre tem 18 metros de altura e 107 metros de altitude. Foi equipado com um aparelho lenticular, dióptrico catadióptrico girante, 3ª ordem, grande modelo (500mm distância focal), sendo a fonte luminosa um candeeiro de nível constante, substituído mais tarde pela incandescência pelo vapor de petróleo. A rotação da ótica era produzida pela máquina de relojoaria e o alcance luminoso do farol era de 26 milhas.
O aparelho ótico foi substituído em 1946 por outro idêntico mas de caraterísticas diferentes.
O farol foi eletrificado em 1957 com a montagem de grupos eletrogéneos de corrente contínua. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de 3000W. A máquina de relojoaria continuou a fazer a rotação da ótica.
Em 1974 foi montado um motor elétrico para dar corda à máquina de relojoaria. Este sistema foi invenção do chefe do farol (Bettencourt Leça).
O farol acabou por ser eletrificado com energia da rede pública em 1988, ficando a funcionar com uma lâmpada de 1000W 120V e com motores de rotação elétricos.
Está automatizado com o sistema modelo DF.
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Fontes: Site da Autoridade Marítima de Portugal e Wikipedia