A torre original e edifícios anexos encontram-se em ruínas em resultado do Sismo de 9 de Julho de 1998.
Actualmente, nas proximidades da torre original, está activo um farolim, instalado numa coluna metálica, branca, com 5 metros de altura.
Para a Ponta da Ribeirinha antevia já o Plano Geral de Alumiamento e Balizagem a instalação de um farol de 4ª ordem, de luz fixa branca, com um alcance luminoso de 13 milhas em estado médio e 7 milhas em estado brumoso.
Em 1913 foram adquiridos 3000m2 de terreno na Ponta da Ribeirinha para a implantação do farol.
O farol da Ribeirinha entrou em funcionamento em 1 de novembro de 1919. Está localizado na Ponta com o mesmo nome e tinha uma torre com 20 metros de altura e 147 metros de altitude. Inicialmente foi equipado com um aparelho lenticular de 2ª ordem (700mm distância focal), sendo a fonte luminosa um candeeiro a petróleo de nível constante que lhe proporciona um alcance luminoso de 28 milhas. A rotação da ótica fazia-se através da máquina de relojoaria.
O edifício constava de uma torre de alvenaria, forrada de azulejo branco e de secção quadrada. Os compartimentos anexos, de um só pavimento, serviam para habitação dos faroleiros e depósitos de material.
No ano de 1937 passou a utilizar o sistema de incandescência pelo vapor de petróleo, o que permitiu o aumento do alcance luminoso para 34 milhas.
Em 1958 foi eletrificado com a instalação de grupos eletrogéneos, e a fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de incandescência de 3.000 Watts.
A crise sísmica ocorrida em 23 de novembro de 1973, provocou danos diversos no farol, nomeadamente aberturas de fendas na torre e nas habitações, que levaram às competentes obras de reparação.
A potência da fonte luminosa foi reduzida em 1983 com a instalação de uma lâmpada de 1000W.
Em 8 de julho de 1998, um sismo destruiu o farol. Correndo sérios riscos, o pessoal faroleiro juntamente com o Subdirector de Faróis, e a preciosa ajuda da força aérea, conseguiu uns dias mais tarde recuperar a lanterna do farol e o aparelho ótico. Atualmente existe um poste metálico com 5 metros de altura, 132 metros de altitude, onde foi montada uma lanterna ML-300, com uma lâmpada de 50W 12V e cujo alcance luminoso é de 12 milhas. Funciona a energia solar.
O capitão do porto da Horta em 20 de maio de 1999, pediu para que o aparelho ótico retirado do farol da Ribeirinha fosse colocado na marina da Horta.
Em outubro de 2002 a ótica do farol veio para o museu da DF para recuperação, onde se encontra.
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Fontes: Site da Autoridade Marítima de Portugal e Wikipedia