Na cota de 573 metros acima do nível do mar, os remanescentes do conjunto ilustram a sucessão de várias etapas construtivas, iniciadas em data desconhecida, uma vez que não se pode afirmar com certeza se a primitiva edificação remonta à época do reinado de D. Sancho I ou lhe é anterior. Os monarcas que nos deixaram testemunhos foram D. Dinis e, posteriormente, D. Manuel I, conforme a pedra de armas na Torre de Menagem. Esta localiza-se isolada numa das extremidades do Castelo, apresentando planta quadrada com três registros. No alçado Leste, sobre o embasamento biselado, sucedem-se o primeiro e terceiro registos cegos, sendo o segundo rasgado por porta de lintel curvo, encimada por inscrição ilegível. No alçado Norte, com embasamento escalonado e biselado de grande altura, identificam-se as armas reais, ladeadas por esferas armilares e enquadradas em moldura retilíneas a nível superior. O alçado Oeste possui embasamento semelhante ao anterior, apresentando seteira ao nível do segundo registro e janela de lintel reto sem moldura no terceiro. O alçado Sul, com embasamento escalonado e biselado, parcialmente adossado a afloramentos rochosos que se integram na construção, tem o adarve rematado com cachorrada composta por mísulas de recorte tripartido. O interior é dividido em dois pavimentos, definidos a partir da porta situada acima do nível do solo (acedida por escada amovível), com pisos em madeira.
No conjunto da cerca da vila, de planta ovalada irregular, destaca-se a Torre do Relógio, o pelourinho quinhentista e a Câmara Municipal (Domus Municipalis, 1568), com planta retangular, em dois pavimentos. No seu alçado Norte rasga-se a Porta da Vila em arco quebrado, encimada por duas janelas em arco abatido com chiado a decorar a pedra de fecho e friso saliente. Ostenta as armas reais com as esferas armilares. No alçado Sul a porta é encimada por duplo arco pleno, tendo um lance de escadas para acesso ao piso superior, este marcado por porta e janela de lintel reto, ladeadas pelas armas concelhias, tendo, ainda, janela idêntica ao alçado oposto. Remates em cornija sustentam a cobertura de quatro águas.
A chamada Torre do Relógio apresenta planta quadrangular com base biselada, dois registros cegos e porta em arco quebrado parcialmente entaipada no primeiro registo no alçado Oeste, sendo encimado por baixo-relevo representando um cavaleiro. É rasgada por janela de lintel reto junto à qual existem duas gárgulas de canhão. Encontra-se adossada pelo exterior ao troço subsistente da cerca urbana. Tem adarve rematado por merlões pentagonais, integrando, no ângulo Nordeste, campanário de planta quadrada com quatro aberturas sineiras em arco pleno e cobertura piramidal, com relógio no lado Norte.
Com relação aos baluartes setecentistas subsistentes, o contíguo à "Domus Municipalis", a Norte, apresenta cortinas escarpadas, integrando duas canhoneiras; um segundo baluarte, parcialmente integrado num afloramento rochoso, situa-se pelo lado Sul do antigo Convento de Santo António (a Sul); um terceiro baluarte, denominado como Reduto da Cavalaria, situa-se no local do Quartel da Guarda Fiscal (a Norte); um quarto baluarte, conhecido como Reduto do Outeiro, situa-se junto à Rua do Outeiro (a Oeste).
Fonte: Wikipédia