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Bateria de Albufeira
Bateria de Albufeira

Exemplar de arquitetura militar, maneirista, hoje incaracterístico estilisticamente, isolado no topo da falésia, a 21 metros acima do nível do mar.

Apresentava planta no formato semicircular voltado para o mar. A construção incluía paredes autoportantes, em alvenaria rebocada e ladrilho. No seu extremo oeste erguia-se a edícula do quartel.

Terá sido erguida ainda no século XVI.

À época da Dinastia Filipina (1580-1640), o engenheiro-militar e arquiteto napolitano Alexandre Massai, na sua “Descripção do Reino do Algarve (…)”, extenso relatório cujo levantamento fora realizado entre 1617-1618 e concluído em 1621, destinando-se a informar o Supremo Conselho (de Guerra e da Fazenda) de sua Majestade sobre as obras e reparos necessários às fortificações litorâneas algarvias, reportou que a Bateria da Albufeira era construída ao uso antigo e que a falésia onde se erguia estava minada por baixo, quase a cair. Apoiava-se, à época, num muro que ligava os dois extremos da antiga muralha do Castelo de Albufeira, e estava artilhada na ocasião com 3 canhões de bronze de berço, de 2 quintais de calibre, um dos quais fora de serviço.

A bateria terá sido reedificada em 1722.

Posteriormente, o então Príncipe-Regente D. João, expediu um Alvará, datado de 1805, pelo qual o Forte da Quarteira, o Forte de Valongo, a Bateria de São João, a Bateria de Albufeira, a Bateria da Baleeira e o Forte de Santo António de Pêra passavam a depender da praça militar de Albufeira.

Prosseguindo a erosão marítima, com a derrocada da falésia, a bateria quase desapareceu.

Data de 14 de março de 1932 a única planta conhecida desta fortificação, com o formato de um trapézio irregular voltado para o mar. Salienta-se que, à época, os vestígios da construção já não permitiam qualquer identificação confiável acerca da organização dos vãos bem como do próprio alçado. As dependências do paiol subterrâneo ainda se encontravam íntegras.

Na segunda metade do século XX, a acelerada degradação da falésia conduziu à ruína dos poucos elementos identificados em 1932 e a queda de praticamente toda a parte oeste da bateria, até ao extremo leste do paiol subterrâneo.

Atualmente dela restam apenas vestígios, separados da cidade por um pequeno muro em parapeito sobre a falésia, a norte. Subsiste parte do paiol subterrâneo de pólvora, de forma vertical, em zona rochosa. A parte leste é composta por uma parede de alvenaria rebocada, com abóbada de berço, definida por um arco de volta perfeita, de ladrilhos. Mantém-se ainda parte do pavimento, igualmente de alvenaria rebocada. Estes restos encontram-se em terreno devoluto, de propriedade da Câmara Municipal.

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Fontes: Wikipedia

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