Erguido na Beira Serra, região de transição entre o Barrocal e a Serra Algarvia, e de ligação entre o Alentejo e o Algarve, encontra-se em ruínas, e atualmente vem sendo objeto de pesquisas arqueológicas, a cargo da Profa. Helena Maria Gomes Catarino.
Em posição dominante no alto de uma colina, o castelo teve as suas muralhas construídas em taipa, técnica comum na região à época almóada. Tem a particularidade de não possuir alcáçova.
Embora primitiva ocupação humana de seu sítio seja tradicionalmente atribuída aos Celtas, as recentes pesquisas arqueológicas nas ruínas do castelo atestam a sua ocupação muçulmana, remontando a sua edificação ao período do Califado Almóada, no século XII. A sua função era a de proteger os camponeses dos ataques cristãos, intensificados após a conquista de Tavira pelos cavaleiros da Ordem de Santiago.
Salir (Selir em árabe) é referido, entre os documentos compilados no Portugaliae Monumenta Historica, como o local onde as forças sob o comando do Mestre D. Paio Peres Correia aguardaram a chegada das de D. Afonso III (1248-1279) para, em conjunto, empreenderem a conquista dos últimos focos de resistência muçulmana no Algarve. A fortificação de Salir desempenhou, nesse contexto, papel estratégico.
Posteriormente, o castelo foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restando-nos atualmente apenas as ruínas de seus antigos muros.
A partir de 1987, visando estudar as construções defensivas de taipa do período almóada, Helena Catarino passou a dirigir o projeto Fortificações de taipa do Algarve: o Castelo de Salir (Loulé) e o Castelo de Paderne (Albufeira), iniciando diversas campanhas de escavações no Castelo de Salir e uma única intervenção no Castelo de Paderne.
Após os trabalhos realizados em Salir, o projeto ingressou em nova fase a partir de 1998, visando terminar a intervenção arqueológica num quintal adquirido pela autarquia de Loulé e proceder à musealização das ruínas e à construção de um espaço museológico no local.
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Fonte: Wikipedia