O edifício apresenta uma construção rectilínea, de forma trapezoidal; três dos lados são rectos, excepto um, virado a Noroeste, aonde se situa a entrada. Esta disposição, de estilo maneirista, reflecte as novas tendências de arquitectura militar, que se encontravam a ser introduzidas na época em que a fortificação foi construída. No interior, existe uma rampa de acesso ao terraço, aonde se situa uma habitação do antigo posto da Guarda Fiscal.
O patrono do Forte é São José.
O forte foi provavelmente construído cerca de 1670, por ordem de D. Luís da Cunha e Ataíde, Conde de Pontével, de forma a defender a Praia de S. Roque (antiga denominação da Meia Praia) e a foz da Ribeira da Carrapateira, que, no Século XX, já tinha desaparecido completamente. Fazia parte de um conjunto de fortificações, cujo propósito era defender a costa à volta da cidade de Lagos dos então constantes ataques de piratas e corsários.
Danificado no Sismo de 1755, foi reparado em 1796, perante a ameaça das Invasões Francesas. Em 1805, fica sobre a dependência da Praça Forte de Lagos, encontrando-se, em 1822, já abandonado e destruído. Em 1873, é cedido à Alfândega de Faro, sendo aqui instalado um posto de fiscalização.
Ao longo do Século XX, fizeram-se várias tentativas de recuperação do edifício e eventual utilidade turística; estes esforços foram no entanto, gorados pela falta de interesse por parte dos organismos estatais. Em 1972, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais apresentou um valor estimado para as obras necessárias à consolidação do edifício
No ano de 2007, a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal de Lagos pediram ao Ministério da Defesa que o forte fosse transferido para a gestão da autarquia, com o objectivo de efectuar obras de requalificação e colocar o edifício ao serviço da comunidade; este pedido deveu-se ao avançado estado de abandono e degradação no qual se encontrava o monumento, não estando previsto, naquela altura, qualquer projecto de remodelação para o mesmo. A autarquia chegou a avançar com várias ideias para possíveis utilizações do edifício, como a instalação de um núcleo museológico marítimo, uma colónia de férias, ou um centro de actividades ambientais. Este projecto de reabilitação do Forte foi apoiado pelo 13º Congresso do Algarve, realizado no mesmo ano.
Em 2009, o Ministério da Cultura incluiu o Forte da Meia Praia numa lista de monumentos que necessitavam de obras de intervenção.
Em 2016 o Estado pretende concessionar o edifício a privados com o compromisso de reabilitação, preservação e conservação por parte dos investidores.
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Fonte: Wikipedia