Em posição dominante sobranceira à foz da ria Formosa, encontra-se atualmente compreendido no património classificado de Cacela Velha, considerado como um dos mais importantes conjuntos arquitectónicos do Algarve.
O forte apresenta planta trapezoidal com baluartes nos ângulos salientes, e guaritas. No seu terrapleno erguem-se as edificações de serviço e abre-se a cisterna. Existe uma planta datada de 1784
[1] da autoria do engº militar José Sande de Vasconcelos.
A primitiva fortificação no local foi um castelo mouro anterior àReconquista da Península Ibérica.
No século XVI, já em ruínas, foi essa defesa foi reconstruída por ordens de D. João III ou de D. Sebastião. É sabido que este último inspeccionou pessoalmente as obras em 1573.
A fortificação sofreu várias vicissitudes nos séculos seguintes: relatos de 1617 esclarecem que as suas muralhas se encontravam arruinadas do lado da arriba; em 1750 a fortaleza encontrava-se arruinada, tendo ficado quase destruída com o terramoto de 1755.
A atual estrutura remonta a D. Rodrigo de Noronha, que ordenou a sua reconstrução, prolongando-se os trabalhos de 1770 a 1794.
Ao final do século XIX, em 1897, as dependências do forte foram ocupadas pela Guarda Fiscal (hoje Brigada Fiscal da GNR).
Funcionou no seu interior um radar que se destinava à vigilância do espaço aéreo.
Os seus edifícios, no terrapleno, encontram-se utilizados pela corporação, razão pela qual não é permitida a visitação turística ao monumento.
Do largo fronteiro à fortaleza avista-se, para leste, o troço final da ria Formosa (que se estende até poucas centenas de metros da Manta Rota), a baía de Monte Gordo e, mais longe, já em Espanha, a Ilha Canela e a Ilha Cristina.
--//--
Fonte: Wikipedia