Foi erguido no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, quando foram promovidas modernizações na defesa de Castelo de Vide, visando adaptá-la aos modernos tiros da artilharia. Os seus trabalhos iniciaram-se já em 1641, ampliados a partir de 1644 sob projeto e direção do engenheiro-militar e arquitecto francês, Nicolau de Langres. Em 1660, no auge desse processo de fortificação, a defesa da vila encontrava-se repartida em dois núcleos principais: o do castelo, a Oeste, e o Forte de São Roque, a Leste, interligados por extensa linha de muralhas abaluartadas. A guarnição, à época, era de seiscentos homens e três companhias de cavalaria, o que revela a sua importância. Posteriormente, a praça foi cercada e conquistada durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1704), ocupada sem resistência durante a chamada Guerra das Laranjas (1801) e, por tropas francesas sob o comando do general André Masséna, durante a Guerra Peninsular. (1811). A destruição sofrida desde então levou à sua desativação a partir de 1823, quando se acentuou o seu processo de degradação. O conjunto encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910.
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