Em posição dominante sobre este trecho do litoral, numa ponta que se eleva a 55 metros acima do nível do mar, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa do porto de Vila do Topo contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Do tipo abaluartado, de pequenas dimensões, apresentava planta pentagonal irregular, com quatro canhoneiras rasgadas nos muros pelo lado do mar.
Foi este o ponto escolhido pelo nobre flamengo Willem van der Hagen (Guilherme da Silveira), para se estabelecer, por volta de 1480.
A fortificação foi erguida entre 1708 e 1710, no contexto da Guerra de Sucessão Espanhola (1702-1714), substituindo uma primitiva casa de vigia. Encontra-se referido como "O Forte da Ponta do Topo sobre o mar." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710".[2]
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que "Tem um pequeno quartel q. preciza de concerto" e que se encontrava em grande ruína e abandonado desde longos anos.
Em 1867 foi cedido à Guarda Fiscal.
O Tombo de 1883 regista que era de construção sofrível, e se encontrava muito degradado pela ação da erosão marinha.
Em 1912 continuava sendo ocupado pela guarnição da Guarda Fiscal.
A estrutura não chegou até aos nossos dias.
Os seus dois canhões, datados possivelmente de 1678, em precário estado de conservação, encontravam-se "espetados" no porto da freguesia.
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Fonte: Wikipedia