Tratava-se de um pequeno forte, em cujos muros se abriam seis canhoneiras. Não foram localizados detalhes complementares sobre as suas edificações de serviço (Casa do Comando, Quartel de Tropa, Paiol de Pólvora) ou a sua evolução.
Em posição dominante sobre este trecho da costa, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa do ancoradouro da vila contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Ao final do século XVIII, a Relação dos Castelos e mais Fortes da Ilha de S. Miguel do seu estado do da sua Artelharia, Palamentas, Muniçoens e do q.' mais precizam, pelo major engenheiro João Leite de Chaves e Melo Borba Gato, informava:
- "Castelo Real - Na Villa Franca, flanquea a entrada do Ilheo, e defende a da V.a por 2 pequenas praias em cujo meio está, cituad sobre a roxa firme, conserva-se em bõ estado: tem 6 canhoneiras e 4 peças montadas: palamenta nada, munições 50 balas de artelharia, e hum barril de polvora."
O mapa da "Força Militar material existente em S. Miguel em Outubro de 1925", que aponta quatro pontos fortificados com 51 bocas de fogo e respectiva palamenta na ilha, para este forte computa 3 peças de calibre 9 e 2 de 5.
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 refere-o como "Castelo d'Areia" e informa: "Tem os competentes alojamentos em sofrivel estado". Complementa que se encontra "Em sofrivel estado" e observa:
- "Como obra defensiva pode desde já desprezar-se, por não preencher o fim a que é destinado. Os alojamentos do forte tem servido por diversas vezes de quartel dos destacamentos d'Inf.ª que tem ido em serviço a Villa Franca, e por este motivo poderia utilizar-se o entregando-se á respectiva Camara M.al para tratar da conservação dos alojamentos, como edificios uteis para o concelho."
Esta estrutura não chegou até aos nossos dias.
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Fonte: Wikipedia