Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Constituiu-se em um forte de pequenas dimensões. Não foram localizados detalhes complementares sobre as suas edificações de serviço (Casa do Comando, Quartel de Tropa, Paiol de Pólvora) ou sua evolução.
No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) encontra-se referido como "O Reduto de Jesus Maria José." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710".
No contexto da instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado em 1767:
- "10.° — Forte de Jesus, Maria, José. Tem 5 canhoneiras e três peças de ferro incapazes; precisa 5."
Ao final do século XVIII, a Relação dos Castelos e mais Fortes da Ilha de S. Miguel do seu estado do da sua Artelharia, Palamentas, Muniçoens e do q.' mais precizam, pelo major engenheiro João Leite de Chaves e Melo Borba Gato, informava:
- "Forte de JESVS M.a J.e - No termo de V.a Franca, e distante della quaize hu'a legua, em bom estado menos hu'a tricheira necessaria tanto p.a augmentar a defença de hu'a grd.e praia q.' lhe fica a direira, Norte, com extenção de 328 braças, como p.a conter q. o mar não va deluindo a baze em q.' está edificado: tem 3 peças de ferro no xão, palamentas e muniçoens nada."
Certamente destruído pela erosão marinha, esta estrutura não chegou até aos nossos dias.
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Fonte: Wikipedia