Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Constituía-se em um forte de pequenas dimensões, em cujos muros se abriam oito canhoneiras.
No contexto da instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado em 1767:
- "13.° — Forte de Santo António em Villa Franca. Tem 8 canhoneiras e 3 peças de ferro boas; precisa 5."
Ao final do século XVIII, a Relação dos Castelos e mais Fortes da Ilha de S. Miguel do seu estado do da sua Artelharia, Palamentas, Muniçoens e do q.' mais precizam, pelo major engenheiro João Leite de Chaves e Melo Borba Gato, informava:
- "Forte de S. Antonio - Na extremid.e da V.a e da ultima praia, q.' lhe fica a direita, Oeste defend.a por tiros cruzados deste, e do dos Boeiros, auxillia a defença rectilinia deste, e he util como elle E ambos, p.a defender e entrada do Sueste p.a o Ilheo, como o de S. Franc.o e Real, p.a a do boquete do mesmo pelo NorOeste, e approveitando-se as suas vantagens, e construindo-se no Ilheo hu'a bataria então essenciais p.a reprimir o desembarque, q.' antes, o inimigo tentaria do que meter-se entre 2 fogos; e assim este merece a mesma attenção q.' aq.le em reedificar-se, e guarnecer-se: tem 8 canhoneiras e 3 peças desmontadas palam.ta e munições nada."
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que dele "Apenas existem os vestígios".
Desta estrutura subsistem apenas vestígios dos alicerces e parte de um troço de muralha sobre a rocha em que se erguia.
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Fonte: Wikipedia