Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Constituiu-se em um forte de pequenas dimensões, em cujos muros se rasgavam seis canhoneiras de acordo com Chaves e Melo. Outras fontes referem que apresentava a forma de duas meias lunetas (uma sobre cada praia), cada uma com cinco canhoneiras, e, em seu terrapleno, três construções e um torreão, este pelo lado de terra, junto ao portão de acesso.
No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) encontra-se referido como "O Fortim de S. Caetano." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710".
No contexto da instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado em 1767:
- "6.° — Forte de S. Caetano. Tem 9 canhoneiras e 6 peças de ferro incapazes, precisa 9."
Ao final do século XVIII, a Relação dos Castelos e mais Fortes da Ilha de S. Miguel do seu estado do da sua Artelharia, Palamentas, Muniçoens e do q.' mais precizam, pelo major engenheiro João Leite de Chaves e Melo Borba Gato, informava:
- "Forte de S. Caetano - No lugar de Rosto de Cam, cituado em hu'a restinga, q.' devide o areal de S. Roque, de 192 braças de extenção, da prainha de 114, p.a defença d'ambas, porem as suas faces, ou batarias mal dirigidas p.a este fim; preciza de hu'a bataria opposta, p.a defender o desembarque com tiros cruzados, pois q' este deve ser deve ser considerado como o pr.o lugar em razão da costa, e da proximid.e da cid.e, pois o Forte de S, Fran.co referido, pouco auxilia: tem 6 canhoneiras e 4 peças tãobem no chão, as casas abatidas, sem portão, e concequent.e sem palamenta, nem muniçoens."
Pode ser o forte que SOUSA (1995), ao descrever as defesas do porto de Ponta Delgada em 1822, refere: "(...) os [fortes] de S. Pedro e Rosto de Cão [fortificados] de 20 e tantas [peças de grande calibre]; (...).", informação que para qualquer um dos fortes outrora existentes em Rosto de Cão será exagerada.
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que "Tem alojamentos, e um barracão construido pela reparticao de Saude" (Governo Civil de Ponta Delgada), e que se encontrava "Em soffrivel estado". E complementa:
- "Como obra defensiva pode desde já desprezar-se, pela sua má situação e defeituoza construcção.
- Tem servido de lazareto provizorio, e por este motivo conviria entregar-se definitivamente á repartição de saude para tratar da sua conservação, por ser aproveitavel para o referido objecto."
Durante a Segunda Guerra Mundial voltou a abrigar uma guarnição, tendo recebido obras em betão.
Em 2008 foi objeto de interesse por parte da Associação Arqueológica do Arquipélago dos Açores.
Atualmente encontra-se abandonado e em ruínas.
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Fonte: Wikipedia