Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratase corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.
Do tipo abaluartado, a sua planta evoluiu do característico forte quinhentista, trapezoidal, com quatro canhoneiras e paiolabobadado encostado à gola, para uma plataforma lajeada destinada a suportar uma boca de fogo de grosso calibre jogando à barbeta, com as muralhas ao nível do terrapleno (estrutura existente em 1881). A área ocupada era de aproximadamente de 280 metros quadrados. O forte era acedido por uma escada que começava na valeta da estrada real nº 1.
Em tempos idos existia uma muralha orientada para o sul e outra para o este, provavelmente prolongando-se até se encontrarem, formando um forte de planta retangular, segundo os historiadores. No entanto, outros autores afirmam que as muralhas eram unidas por uma muralha curva.
Desconhece-se a data precisa em que foi erguido. A sua técnica construtiva indica ser antigo, seguindo o modelo dos fortes do plano de Tommaso Benedetto. Admite-se, por essas razões, que remonte à época do entãocorregedor dos Açores, Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos (c. 1581), ou, no mais tardar, ao período imediatamente a seguir à Restauração Portuguesa (1640).
Com a instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado em 1767:
- "30º - Reducto da Má Ferramenta. Precisa porta nova, tem trez canhoneiras, trez peças de ferro capazes, com os seus reparos bons, precisa para se guarnecer tres artilheiros e doze auxiliares."
Encontra-se referido como "34. Reducto da má Farramenta" no relatório "Revista aos fortes que defendem a costa da ilha Terceira", do Ajudante de Ordens Manoel Correa Branco (1776), que lhe aponta os reparos necessários: "Ade mister quartel p.ª a guarda, o qual se deve fazer em lugar competente e portáo no parapeito, que deve ter por posionado pella parte da terra."
No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) voltou a revestir-se de importância estratégica, constando o seu alçado e planta na "Colecção de Plantas e Alçados de 32 Fortalezas dos Açores, por Joze Rodrigo d'Almeida em1830", atualmente no Gabinete de Estudos de Arquitetura e Engenharia Militar, em Lisboa.
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que se encontra "Em bom estado, mas precisa que os parapeitos do lado do mar sejam elevados a maior altura." E observa:
- "Apenas consta de um barbete, onde se acha assentada uma peça de calibre 24 e merece ser conservado porque dista cerca de duas milhas da ponta de S. Diogo do Castello de S. João Baptista, cruza efficazmente os seus fogos com a dita ponta, defendendo tambem o porto do fanal e o da Silveira."
À época dos Tombos dos Fortes da Ilha Terceira (1881), já em 1883 era encarada a possibilidade de o Exército Português vir a proceder à venda dascantarias que iam desaparecendo, muitas delas subtraídas por particulares para a construção de residências.
No século XX, em 1939 iniciava-se o processo de devolução do imóvel ao Ministério das Finanças. Com a eclosão daSegunda Guerra Mundial, foi ocupado militarmente, restando deste período alguns elementos das construções em cimento.
A estrutura encontra-se atualmente em ruínas.
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Fonte: Wikipedia