| Estaria situado em posição estratégica no Nordeste Transmontano, nos caminhos de Vila Pouca de Aguiar para Valpaços e de Murça para Chaves, na serra do Viduedo, contraforte da serra de Padrela, a 797 metros acima do nível do mar, próximo ao rio Tinhela.
A primitiva ocupação da região remonta a um castro pré-histórico romanizado, o Castro de Ribas.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a mais antiga fonte documental data de 1155, constituindo-se na doação de um “casal” por Pedro Fernandes ao Arcebispo de Braga, D. Pedro Peculiar.
Dinis I de Portugal (1279-1325) mandou fundar a Vila Boa de Montenegro outorgando-lhe carta de foral (12 de agosto de 1301), com o compromisso de pagarem anualmente à Coroa o montante de 3 mil libras. Com relação à defesa, o documento estipulava que os habitantes do concelho e os da vila devem cercar a vila de muro e, caso o soberano desejasse erguer um castelo, deveria fazê-lo à sua custa, nomeando-lhe alcaide. ("Carta de foro dos moradores da poboa de Vila Boa", ANTT, Chancelaria de D. Dinis. Livro 4, fl. 21v.)
Dois anos mais tarde (1303) o foral foi renovado, com novas imposições, embora com o mesmo contributo a ser pago em duas prestações.
Posteriormente, com a falta de pagamento da renda estipulada, a Coroa fez com que Vila Boa de Montenegro transitasse para a alçada do concelho de Chaves.
Esta ligação a Chaves saldou-se por conflitos que fariam com que, em finais do século XVII, as terras de Montenegro voltassem a ter novamente o seu concelho restaurado, promovida a vila em 1820 e a cabeça de julgado na comarca de Chaves. Com a afirmação do Liberalismo no país, a reforma de Passos Manuel extinguiu o concelho de Montenegro e anexou-o ao de Valpaços (1853).
Não há notícia de que o castelo tenha chegado a ser erguido. A primitiva defesa da vila medieval sobreviveu apenas na toponímia de Carrazedo de Montenegro, onde o bairro da Torre se constitui no centro histórico da vila.
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Fonte: Fortalezas
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