Em posição dominante sobre este trecho do litoral, última enseada a oeste de Angra com condições para se efetuar um desembarque, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratase corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico. Cruzava fogos com o Forte do Negrito.
De tipo abaluartado, apresentava planta de formato pentagonal irregular, rasgando-se em seus muros quatro canhoneiras.
A sua construção ocorreu no contexto da crise de sucessão de 1580, concomitante à dos fortes vizinhos, entre 1579 e 1581, por determinação do então corregedor dos Açores, Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos, conforme o plano de defesa da ilha elaborado por Tommaso Benedetto. Como as demais fortificações erguidas na ilha à época, destinava-se à proteção contra a iminente tentativa de invasão por parte de uma Armada castelhana.
Com a instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado em 1767:
- "33º - Forte do Terreiro. Precisa o seu parapeito todo reformado e do mesmo precisa hum lance de muralha que se acha arruinado e a sua plataforma se deve acrescentar. Tem quatro peças de ferro boas e os seus reparos capazes e para se guarnecer precisa de quatro artilheiros e dezeseis auxiliares."
Encontra-se relacionado como "Forte do Terreiro" no trabalho do capitão deInfantaria com exercício de Engenharia, Francisco Xavier Machado, "Revista dos fortes e redutos da ilha Terceira" (1772), atualmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Encontra-se referido como "32. Forte do Spirito S.to no terreiro de S. Matheus" no relatório "Revista aos fortes que defendem a costa da ilha Terceira", do Ajudante de Ordens Manoel Correa Branco (1776), que lhe aponta a ruína: "Este Forte preciza a mayor parte fazerse de novo."
No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) voltou a revestir-se de importância estratégica, constando o seu alçado e planta ("Forte do Terreiro de S. Matheus") na "Colecção de Plantas e Alçados de 32 Fortalezas dos Açores, porJoze Rodrigo d'Almeida em 1830". Entretanto, este representa-o em adiantado estado de degradação, sem os muros pelo lado do mar.
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que se encontrava incapaz desde longos anos.
Esta estrutura não chegou até aos nossos dias.
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Fonte: Wikipedia