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Capela de São Bartolomeu
Capela católica situada em Beça, Boticas.
Os Guerreiros Castrejos De Boticas


LENDAS E TRADIÇÕES

1. Introdução
No concelho de Boticas foi registada a maior concentração de estátuas de guerreiros proto-históricos até esta data descoberta na Península Ibérica, ao todo quatro exemplares dos quais dois quase intactos. Toda esta estatuária foi descoberta no castro designado como Outeiro Lesenho, um povoado fortificado monumental, não só devido ao destaque na paisagem, pois avista-se de múltiplos locais de Trás-os-Montes Ocidental, como também pelo seu posicionamento geo-estratégico com ampla visibilidade sobre a envolvente. Do Outeiro Lesenho distingue-se para Leste e Sudeste a Serra do Alvão, observando-se, ao fundo, os picos mais altos do Marão. Para Nordeste a vista alcança relevos tão longínquos como a Serra de La Secundera que separa a Galiza da Província de Zamora. Para Norte sobressai a Serra de Larouco e em segundo plano a linha da Serra do Queixo, cujo ponto mais alto é o pico de Manzanares*. No sentido Noroeste é possível distinguir o recorte da Serra do Gerês, dominando o Planalto da Mourela. Na direcção Oeste elevam-se as Alturas do Barroso e o Planalto de Salto. A Sul controla a confluência do rio Beça com o Tâmega. Para além da extraordinária visibilidade o relevo onde foi implantado o castro tem uma força peculiar devido aos enormes afloramentos graníticos e às linhas de muralha que, apesar de derruídas, ainda conservam a sua imponência. Recentes trabalhos arqueológicos (Setembro de 2008) revelaram que no Outeiro Lesenho se praticava a metalurgia do estanho, embora se desconheça por ora se produziam apenas lingotes para exportação, ou se também fabricavam artefactos. Quer devido ao achado de quatro estátuas de guerreiro quer pelas suas características o Lesenho é um dos povoados mais relevantes de todo o Noroeste da Península Ibérica. Por sua vez os guerreiros são autênticos ícones da Cultura Castreja sendo conhecidos pela comunidade científica europeia, pois foram divulgados em revistas ibéricas e de outros países, designadamente na Alemanha.

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2. Temática
O âmbito temático do Centro de Documentação e Interpretação é a Escultura Proto-Histórica, como plataforma relevante para estudo e divulgação das concepções e práticas artísticas do Bronze Final e da Idade do Ferro. A prioridade incide sobre as esculturas de guerreiro castrejos, embora se possam, e devam, incrementar outras linhas de investigação relacionadas, como o estudo do povoamento da Idade do Ferro, a ourivesaria regional e a exploração dos recursos mineiros na Proto-história (castros e zonas mineiras).


3. Objectivos
3.1. Valorização científica e patrimonial dos recursos arqueológicos existentes no Concelho de Boticas.
3.2. Organização documental de materiais existentes no Noroeste de Portugal e na Espanha, enquadráveis no universo temático da escultura proto-histórica antropomórfica.
3.3. Divulgação da temática e do resultados do seu estudo tanto na comunidade científica ibérica como junto de públicos europeus interessados em Arqueologia ou Património, através de acções de informação e formação, impulsionando o desenvolvimento regional, com base no aproveitamento dos bens e valores arqueológicos existentes;
3.4. Dinamização da investigação científica em Trás-os-Montes Ocidental.
3.5. Desenvolvimento de uma dinâmica local de consciencialização, identidade e defesa do Património Arqueológico do Concelho.

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4. Instalações
O espaço físico centraliza-se na vila de Boticas, aproveitando uma infra-estrutura já existente e recuperada para fins culturais. A actuação deste Centro estará não só voltada para o concelho e população de Boticas, mas também tem um intuito expresso de alargar o seu âmbito à escala regional de Trás-os-Montes Ocidental e ao espaço ibérico e europeu, considerando o carácter original da temática. No âmbito do projecto será recuperada a Casa Florestal próxima do Outeiro Lesenho.

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5. Estrutura do Centro de Documentação e Interpretação da Escultura Castreja
O edifício onde será instalado o CEDIEC agrega um conjunto de espaços construídos. Neste conjunto será individualizado um Núcleo Interpretativo cuja narrativa será orientada em função de dois aspectos específicos: a Escultura dos Guerreiros e o Outeiro Lesenho, no contexto da Cultura Castreja de Trás-os-Montes Ocidental. Será assim organizado um espaço de exposição permanente, que visa assumir a componente interpretativa do Centro, voltada tanto para a população como para visitantes exteriores, turistas nacionais ou estrangeiros. Neste espaço podem ser expostas originais e réplicas de estatuária, os materiais actualmente disponíveis, provenientes de intervenções arqueológicas no concelho de Boticas (no âmbito da Proto-História), bem como peças temporariamente cedidas. O Núcleo Interpretativo será equipado com quiosques multimédia a fim de ser possível aceder a imagens de peças e materiais de museus de Portugal e da Galiza, ou de outros países da Europa com os quais se desenvolvam laços de cooperação.
Na área do Núcleo Interpretativo será ainda previsto um espaço para exposições temporárias montadas em função de uma determinada peça ou tema.
Na outra unidade será instalada uma biblioteca/arquivo consagrada à temática da Arte e Estatuária Castreja e da Arqueologia Proto-histórica, prevendo-se também a instalação de um sistema informático de bases de dados e SIG. Este espaço destina-se essencialmente a investigadores.
Prevê-se, também, a criação de uma zona de acolhimento a investigadores externos, com as necessárias condições de trabalho.
Finalmente, o Centro deverá ser equipado com as condições necessárias para guardar espólio arqueológico, ou seja, integrar uma zona de reserva museológica.
A estrutura do espaço físico, prevê assim a definição de zonas de utilização pública, como as áreas de exposição, e outras de acesso restrito como a Biblioteca/Arquivo bem como zonas reservadas ao funcionamento do Centro, enquanto pólo de investigação, incluindo o espaço de acolhimento a investigadores e as reservas.

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6. Criação de uma dinâmica de funcionamento
À criação deste Centro está subjacente um conjunto de procedimentos que complementam a realização física do projecto, e que garantem a viabilização cultural e científica. Projecta-se uma estrutura dinâmica e aberta, em articulação directa com outras estruturas culturais da autarquia de Boticas e que deverá ter uma clara orientação para a comunidade. Será absolutamente necessário que o Centro seja dotado de uma calendário de actividades que garanta a dinâmica necessária, enquadrada com a agenda cultural do Município.
A nível da actuação científica do próprio Centro, propõe-se utilizar como ponto de referência paradigmático, e sempre relacionado directamente com a temática dos guerreiros, o Castro do Lesenho. A implementação de campanhas anuais de trabalhos arqueológicos no Outeiro Lesenho (e, a seu tempo, noutros pontos do Concelho), deve ser assumida directamente por este Centro, que servirá de base de direcção de logística aos trabalhos.
Por outro lado a difusão dos recursos patrimoniais e científicos, bem como dos resultados da investigação implica um "website" interactivo e de fácil manuseamento, onde se poderá aceder à base de dados "online" do centro. Paralelamente o CIDEC deve promover a edição (pelo menos anual) de uma revista científica (de preferência indexada) sobre a temática.

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7. Para a criação de uma verdadeira "exploração" turística do Concelho de Boticas, torna-se imprescindível a formação de cluster, que obrigue que o visitante tenha oportunidade de poder usufruir de várias visitas assim como o "obrigar" a ficar mais que um dia no Concelho.
Poderão fazer parte do Cluster:
- Visita ao Centro de Artes Nadir Afonso.
- Visita aos Castros designadamente do Lesenho e Carvalhelhos.
- Visita ao Complexo Mineiro do Vale do Terva.
- Igreja e Capela de Covas
- Sepulturas antropomórficas
- Visita ao Senhor do Monte
- Visita a Alturas do Barroso, Vilarinho Seco, como aldeia típica transmontana.
- Termas de Carvalhelhos
- Restauração - restaurantes onde se possa apreciar a carne barrosã.
- Turismo de Habitação, divulgação das potencialidades do turismo de habitação.
- eyc, etc.

8. Considerações finais
A criação de um Cluster, devidamente organizado, sustentado e promovido, capitalizando um conjunto abundante de recursos existentes no Concelho e contribuindo para um Turismo correctamente sustentado.


Outubro 2010

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