São João de Fontoura
   
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Morada Senhora da Guia
Cód. Postal 4660 - 344 SAO JOAO DE FONTOURA
Telefone 254 871 157

   
ÁREA GEOGRÁFICA(km2) 5.1

EXECUTIVO DA JUNTA ASSEMBLEIA DA FREGUESIA
 
Presidente Fernando Manuel
Secretário Jorge Duarte
Tesoureiro José Costa
 
Presidente (não disponível)
Secretários (não disponível)
Restantes
Elementos
(não disponível)

DESCRIÇÃO DA FREGUESIA
 
A freguesia de S. João de Fontoura está situada na margem esquerda do rio Douro e pertence ao concelho de Resende, de cuja sede dista aproximadamente 4 quilómetros, no distrito de Viseu.
O seu orago é, tal como indica o topónimo, S. João Baptista, celebrado anualmente a 24 de Junho. João Baptista foi, de acordo com Jesus Cristo, o “maior de todos os profetas”. Filho de Isabel (prima da Virgem Maria) e de Zacarias (sacerdote), nasceu quando seus pais eram já idosos, sendo o nascimento anunciado por um anjo. João começou por pregar no deserto da Judeia, o que lhe deu a designação bíblica de “a voz que clama no deserto”, e a baptizar aqueles que o seguiam.
Espalhou a mensagem de que as pessoas se deviam arrepender pois o Reino dos Céus tinha chegado. João Baptista foi preso por criticar publicamente o casamento incestuoso de Herodes Antipas com sua cunhada, Herodíade; foi executado sem julgamento, porque Salomé, filha de Herodíade, deliciou Herodes com sua dança, pelo que ele concordou em conceder-lhe um desejo; Salomé, incentivada por sua mãe, pediu a Herodes a cabeça de João Baptista, ao que Herodes acedeu. No Novo Testamento, João Baptista saúda Jesus com um cordeiro que era levado para a matança para carregar os pecados da humanidade.
O invulgar topónimo “Fontoura” deriva do latim “fons aurea”, que tem o significado de “fonte dourada”; o elemento “S. João” alude, como foi já referido, ao orago da freguesia.
Integrada num concelho cujo território é essencialmente montemurano, porque se encontra totalmente localizado na serra de Montemuro, a freguesia de S. João de Fontoura teve povoamento em épocas muito recuadas; contudo, e embora se acredite na existência antiquíssima de uma ermida dedicada a S. João Baptista, a constituição paroquial na freguesia de S. João de Fontoura foi relativamente tardia, pois nem simples capitania vigorava no início do século XVI.
Até à sua constituição paroquial, S. João de Fontoura foi uma parte da vasta paróquia inicial de S. Martinho de Mouros. Foi esta reitoria a matriz da freguesia de Fontoura, por ela criada em curato anexo, e cujo pároco era nomeado pelo de S. Martinho, que possuía nos fins do século XVIII, urna renda de cerca de 50 mil réis. Na época da criação desta paróquia filial, ficou-lhe servindo de Igreja Paroquial a ermida de S. João Baptista, certamente já existente: “media leira jacet trans sanctum Johannem”; referência que se lê nas Inquirições de 1258 e que diz respeito a um local vizinho da freguesia de S. João de Fontoura.
Os lugares desta freguesia foram conquistados em 1057 pelo rei Fernando 1 “O Magno”, de Leão, juntamente com o castelo de S. Martinho de Mouros, de que eram domínio, e por aquele rei foram aforados com o dito castelo e entregues ao conde D. Sisnando para que fossem povoados. Julga-se que o casal de Fontoura pertencia, em 1271, a Pero Viegas, que o terá dado ao Mosteiro de Salzedas, em troca de 15 libras. Reinando D. Afonso IV, fez-se, em 1342, a revisão dos foros de S. Martinho de Mouros, e neles se citam as “quintãs” ou honras então aí existentes, entre elas a de Fonseca (linhagem que foi donatária de muitas terras na freguesia de S. João de Fontoura). De facto, os senhores destas honras tinham direitos em certos lugares delas vizinhas, que ao que parece, constituiam então o antigo “dominicum” de cada “quintã”.
Também a coroa possuía certos haveres e direitos no território desta freguesia: fogueiras, cavalarias e tributos respectivos, o que se prende com a feição do repovoamento de S. Martinho de Mouros no século XI por lavradores oujogadeiros (nas fogueiras, propriamente) e por cavaleiros-vilãos ou herdadores (nas cavalarias), como competia às necessidades agrícolas e a uma terra acastelada.
Algumas das memórias do passado de S. João de Fontoura, são ainda hoje preservadas como património cultural da freguesia, no qual se destacam: a Igreja Matriz, a Casa Grande do Porto de Rei e a Ponte de Alufinha. Além destes, destaca-se a Casa de S. José, na Quinta do Bairro, um dos locais de maior interesse turístico na freguesia.
Como local situado próximo do rio Douro, não é de estranhar que a actividade principal da sua população seja a agricultura, especialmente a produção do vinho e o cultivo da cerejeira que tem aumentado nos últimos anos, de tal forma que por alturas da sua floração, os visitantes, que são inúmeros, ficam deslumbrados com a sua beleza. Em virtude disso, realiza-se todos os anos nesta zona, a Festa da Cerejeira em Flor que atrai centenas, senão milhares de turistas.
Em alternativa à agricultura está implantada na freguesia a pirotecnia, embora não albergue o número suficiente de empregados, pelo que a freguesia continua a não ter os atractivos desejáveis para fixar a sua população mais jovem, cujo o futuro, na maior parte deles, passa pela emigração.
 
 
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