Boa Vista
   
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Reorganização administrativa do território (Lei n.º 22/2012, de 30 de maio)
Freguesia: Boa Vista
Novo Nome: União das freguesias de Santa Eufémia e Boa Vista,

Freguesias agregadas: Boa Vista, Santa Eufémia
Distrito: Leiria
Concelho: Leiria
 
Freguesia: Boa Vista
CONTACTOS
 
Morada Rua António Antunes Barbeiro, nº1
Cód. Postal 2420-379 Boa Vista Leiria
Telefone 244 723 025/592
Fax 244 723 586
Email boavista@santaeufemia-boavista.com
Site www.santaeufemia-boavista.com

   

EXECUTIVO DA JUNTA
 
Presidente
Mário Rodrigues
Secretário
Vitor Caseiro
Tesoureiro
Paulo Felício
 
 

 
Vogal
Vitor Caseiro
Vogal
Paulo Felício
ASSEMBLEIA DA FREGUESIA
 
Presidente
Armando Faria
Secretário
Carla Costa
Secretário
Elisabete Santos
 
 
Restantes Elementos
(não disponível)
 

DESCRIÇÃO DA FREGUESIA
 
Desta freguesia da Boavista, não são conhecidos feitos históricos de antiguidade já que a fundação da laboriosa aldeia que lhe daria o nome, deve remontar a meados do século XIX.
Crê-se que nessa época ter-se-ão aqui fixado uns marchantes de gado, que ficaram conhecidos como “Os Moços das Vacadas”, os quais instalaram casas comerciais. Pela mesma altura e na sequência da abertura da antiga estrada real que ligava o Porto a Lisboa construíram-se estalagens para apoio dos viajantes e negociantes que de norte se dirigiam para as feiras do sul e vice-versa.
Nascia assim uma povoação, implantada no cimo da “Cova das Faias”, num planalto a norte de Leiria. Tornaram-se, com os tempos, muito conhecidos os negociantes da Boavista, devido à sua esperteza na compra e venda de gado durante as feiras, onde usavam um calão, apenas por eles conhecido.
Esta freguesia é atravessada pela antiga estrada real, hoje desvio da Estrada Nacional N.º 1, e pela auto-estrada Lisboa-Porto e está rodeada de perto pelo Pinhal do Rei, ou de Leiria e mais distante pelos contrafortes da Serra do Branco e da Serra de Aire.
O seu nome primitivo era Boa Vista mas, por um fenómeno de aglutinação, houve uma evolução natural que culminou em Boavista. Sobre a origem do topónimo apenas se pode conjecturar, mas deve-se filiar no panorama proporcionado por esta povoação relativamente aos seus arredores. Mas há quem avente uma hipótese inversa e perfeitamente plausível: a povoação, por se ver bem dos montes em seu redor, oferecia aos seus observadores distantes uma deliciosa paisagem, ou seja uma boa vista.
Julga-se que anteriormente à fundação do lugar um outro já existiria, o de Alqueidão, isto fazendo fé na história da sua capela. Reza a mesma que a ermida do Alqueidão foi mandada construir em 1734 o que implicaria a existência de uma comunidade mais ou menos grande, com maior ou menor desenvolvimento mas, de qualquer forma denotando alguma relevância atendendo à necessidade que teve de um lugar de culto.
Durante a invasão de 1810, os franceses profanaram o templo chegando mesmo a assassinar um pároco. A capela acabaria por se ver coberta de silvados e votada ao abandono até 1865, ano em que se decidiu reconstruí-la. Durante as obras, seriam encontrados ossos humanos nos alicerces da sacristia, o que terá formado a convicção de que poderia ter existido um cemitério naquele local, antes da profanação da capela pelos franceses ou na sequência da invasão e uma eventual resistência oferecida pelos habitantes cujo fim de alguns teria sido igual ao do pároco. Terão os corpos sido ali enterrados?
Esta capela seria posteriormente reedificada no ano de 1926 para sofrer novas obras de restauração em 1969 e 1989, apresentando-se hoje como um dos valores arquitectónicos da freguesia, onde se destacam os seus azulejos de decoração clássica em tons de amarelo e azul.
Outro valor arquitectónico é a igreja paroquial de Nossa Senhora das Dores sobre a qual Gustavo Matos Sequeira dizia em 1955 ser um “Templo recentemente modernizado” com “um altar-mor, dois colaterais e dois nichos altos, laterais”. Fazia-se ainda uma vaga referência às alfaias de culto, aos paramentos e às imagens.
A primeira capela que daria origem à matriz foi idealizada em 1871 colocando-se a primeira pedra a 17 de Junho de 1872. A sua construção ficou a dever-se à iniciativa e empenho de toda a população.
Em 1972 a igreja paroquial foi considerada bastante diminuta face ao crescimento dos paroquianos. Além disso o edifício apresentava uma certa degradação, encontrando-se a sua maior parte em estado bastante precário. Como se concluiu que quaisquer obras de adaptação e renovação implicariam o dispêndio de avultadas verbas resolveu-se construir um novo templo. Em 23 de Maio desse ano, o Pe. Manuel Pedrosa Melquíades solicitou ao bispo de Leiria a necessária licença de construção, fazendo-lhe ver “a necessidade de um templo maior e com as exigências funcionais que as celebrações litúrgicas actualmente requerem”. Dias depois, o Bispo de Leiria despachava favoravelmente.
No ano anterior, a 29 de Janeiro, tinham sido comemorados os vinte e cinco anos da elevação canónica da freguesia da Boavista. A luta por essa independência eclesiástica tinha-se iniciado muitos anos antes. Anualmente e por repetidas vezes, a população requereu a criação de uma paróquia, por desmembramento das três a que o território da freguesia civil da Boavista pertencia: a de Marrazes, a de Pousos e a de Colmeias.
Até que, em 1946, D. José Alves Correia da Silva “considerando que a nova freguesia se compõe de cerca de 200 fogos” e “que a comissão que tanto tem insistido...prometeu adquirir os paramentos e mais elementos precisos numa igreja paroquial, assim como prover à côngrua, sustentação e residência do pároco”, acedeu finalmente a “declarar canonicamente erecta a freguesia da Boavista, com o orago de Nossa Senhora das Dores”.
Era a sequência lógica da primeira vitória alcançada pela perseverança deste povo, em 7 de Fevereiro de 1928. Nesse dia, o Governo da República fazia publicar um decreto pelo qual “se satisfaz a vontade dos povos e se atendem as suas comodidades” e visto “que tanto as freguesias criadas (a outra era de Santa Eufémia) como aquelas que são desanexadas ficam a satisfazer as condições legais...” Estava assim criada a freguesia administrativa da Boavista.
 
 
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