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| CONTACTOS |
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| Morada |
Rua 24 de Agosto, n.º 30 C |
| Cód. Postal |
2530-701 S.BARTOLOMEU DOS GALEGOS |
| Telefone |
261411916 |
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| DESCRIÇÃO DA FREGUESIA |
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CONHEÇA OS NOSSOS SÍMBOLOS HERÁLDICOS
BRASÃO aprovado, desde o ano 2000, pela Comissão Heráldica de Arqueólogos Portugueses com a seguinte descrição: - Escudo verde, barca medieval com mastro e verga com vela ferrada de três bolsas, tudo em ouro, realçado e cordoado de negro; em chefe, à dextra de um pico de pedreiro e à sinistra um compasso, ambos de prata; em contra-chefe, um monte de oito cômoros de prata, realçados de negro, alinhados em duas faixas, 5 e 3. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: S. BARTOLOMEU dos GALEGOS.
BANDEIRA - amarela. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.
SELO – nos termos da lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de S. Bartolomeu dos Galegos – Lourinhã ».
DESCRIÇÃO DA FREGUESIA:
S. Bartolomeu dos Galegos é a sede da segunda mais antiga freguesia do concelho da Lourinhã, distando desta vila cerca de 5 km.
Com uma área de 13.1km2 é constituída ainda pelos lugares do Paço, Carqueja, Pena Seca, Feteira, Casal da Galharda, Reguengo Pequeno e Casal Caldeira. Tem como orago São Lourenço dos Galegos, celebra, no dia dois de Fevereiro, a festa em honra de Santa Maria e realiza a feira anual no dia 24 de Agosto, data em que a Igreja celebra a festa do Apóstolo S. Bartolomeu.
A população da freguesia, ronda cerca de mil e duzentos habitantes, ocupa-se principalmente na construção civil, pecuária, em explorações agrícolas de pequena e média dimensão e na indústria de extracção e transformação da pedra.
A região foi habitada desde o período do Neolítico como o provam as várias grutas e os muitos artefactos encontrados, mas terá sido na Idade Média e após a reconquista, que o principal núcleo habitacional, S. Bartolomeu se formou, tendo-se constituído Paróquia nos finais do século XIV, princípios do século XV, separando-se do termo da vila de Óbidos à qual pertencia sob a jurisdição da Paróquia de Santa Maria, daquela vila.
O topónimo de Galegos derivará, ao que tudo indica, de uma colónia de emigrantes galegos, mesteirais, trabalhadores da pedra, que aqui se radicaram, e que deram origem à formação de canteiros que perduram até à actualidade e que deixaram a sua arte testemunhada em muitas obras da região.
Sobre o assunto o Padre Manuel Antunes, num manuscrito de 1767 - Livro da Paroquial Igreja de S. Lourenço dos Galegos do lugar de S. Bartolomeu, relata-nos a lenda:
“Por tradição comua dizem que este vocábulo ou sobrenome dos Galegos lhe viera em tempo que o mar chegava à dita Igreja e que vinha uma embarcação de gente das partes do Norte e sobreveio uma tão grande tempestade e tormenta que se viram perdidos, na qual aflição e perigo prometeram e fizeram voto ao mártir São Lourenço, de que livrando-os daquele perigo, lhe poriam uma sua imagem naquela terra aonde aportassem salvos, e aportando salvos junto donde está hoje a dita Igreja, deixaram no dito outeiro uma imagem do Mártir São Lourenço, como tinham prometido, a qual ou outra em seu lugar não há muitos anos que ainda existia, em um nichozinho que ainda hoje existe à porta da dita Igreja, e deste Santo tomou a freguesia o nome, por ser, entendo que mais antigo, que a origem do da dita Igreja e por sobrenome dos galegos, por ser trazido por aquela gente das partes do norte.” (1)
(1) Vd. Rui Cipriano, Vamos falar da Lourinhã, ed. C. M. Lourinhã, pg. 270 |
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