 |
 |
| CONTACTOS |
| |
|
| Morada |
Rua Jaime Franco das Neves Nº 27 |
| Cód. Postal |
2565-145 CARVOEIRA TVD |
| Telefone |
261743217 |
|
|
|
|
| DESCRIÇÃO DA FREGUESIA |
| |
DADOS BIBLIOGRÁFICOS DA ORIGEM E HISTÓRIA DA FREGUESIA
Situada na periferia do concelho de Torres Vedras, na parte em que este concelho delimita com a região denominada Alto Concelho de Alenquer, a nossa Freguesia tem como vizinhos as Freguesias de; S.Domingos de Carmões,Aldeia Galega da Merceana, Dois Portos, Runa, Matacães e Maxial.
Compõe-se esta Freguesia de 10 lugares:
Carvoeira, Carreiras, Beira, A-da-Rainha, Curvel, Filha-Boa, Serra de S.Julião, Aldeia de Nossa Senhora da Glória, Almagra, Zibreira.
Pelo recenseamento de 15 de Setembro de 1527 de Jorge Fernando (Memórias da Academia Real ) a carvoeira possuia 41 vizinhos.
Em 1757, Pinho Leal refere que a Carvoeira possuia 24 fogos.
Em 1920, Júlio Vieira diz que a Freguesia de Carvoeira possui 2.116 habitantes.
Sobre a Ethymologia do nome "CARVOEIRA", há quem defenda que ele derive de CRAVEIRA em razão dos muitos cravos e flores que existiam, e pelo passar dos tempos, o vocábulo se transformou em Craveira.
Outros dizem ainda ,que há muitos anos, grande parte deste montanhoso terreno era inculto, havia grandes matas e lenhas ,e que se fazia carvão de onde deriva o nome de Carvoeiro, que com o decorrer dos tempos se veio
a chamar CARVOEIRA
Segundo escreve Madeira Torres não será provável a ethymologia da flor do cravo, mas sim que derivasse do carvão, visto haver-se descoberto algum material naquele sitio. Constando isso por notícias positivas, foi tentada a descoberta de semelhante produto por comissão da Academia Real das Sciencias.
De tudo quanto investigamos, concluímos que: " A CARVOEIRA EXISTE DESDE QUE PORTUGAL É PORTUGAL".
Passamos a transcrever a Cópia do Diploma do Snr. D.AFONSO III.
" D. Afonso III por graças de Deus, Rei de Portugal, Conde de Bolonha a todos a quem o conhecimento destas letras chegar saúda.
Fazemos saber que, a instâncias de João Pedro, Clérigo de Missa Prior da Igreja de Torres Vedras, mandei tirar inquirição de homens bons e a juramento aos Santos Evangelhos, sobre a Igreja da Aldeia da Carvoeira pertencia à Igreja de Torres Vedras, ou se algum dos seres antecessores apresentou alguma vez a dita Igreja da Carvoeira; achei por meio de homens bons, e fidedignos que nunca nem irmão, nem meu pai, nem meu avô, nem meu bisavô apresentaram alguém para a dita Igreja. E achei mais por informação dos ditos homens bons, que naqueles antigos tempos, quando os Priores de Torres Vedras desmarcaram a dita vila e também assinalaram os limites entre si por Paróquias, a dita Aldeia de Carvoeira foi assinalada à Paróquia da Igreja de S.Pedro, e as outras de Santa Maria e S.Miguel receberam em lugar da mesma Aldeia 30 paroquianos que agora tem e possuem.
Além disso achei por certo, que o Prior de S.Pedro por nome D.Alvito, deu a Igreja de Carvoeira a D.Lopo ( O bolonhês ), Paroquiano e Clérigo da Igreja de S.Pedro e lhe deu também todo necessário para edificar a dita Igreja. Portanto mando firmemente, em virtude da sobredita informação que ninguém ouse impedir a dita Igreja da Carvoeira com os seus à Igreja de S.Pedro de Torres Vedras, e para maior fé entrego ao sobredito João Pedro, agora Prior de S.Pedro esta carta aberta, selada com o meu selo a qual foi feita em Guimarães aos 20 de Maio da era de 1287 - Rei ".
Desta carta de D.Afonso III, conclui-se o seguinte:
1º. A Carvoeira já existe pelo menos no tempo de D.Afonso Henriques, pois
D.Afonso fala no seu bisavô que é o 1º. Rei de Portugal para dizer que
nem seu irmão ( D.Sancho I ), nem seu pai ( D.Afonso II ), nem seu
avô ( D.Sancho I ),nem seu bisavô ( D.Afonso Henriques ) apresentaram
ninguém para a Igreja da Carvoeira.
2º. É exactamente com essa carta de 20 de Maio de 1287, ou seja, 1248
da era de Cristo, que a Igreja da Carvoeira recebe o primeiro Clérigo
com o nome de D.Lopo.
|
| |
|
 |
|
 |
|