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Trafaria

Freguesia extinta pela reorganização administrativa das freguesias em 2013 (Lei n.º 11-A/2013)
Novo Nome: União das freguesias de Caparica e Trafaria,

Freguesias agregadas: Caparica, Trafaria

CONTACTOS
 
Morada Rua Sacadura Cabral, 14
Cód. Postal 2825 - 887 TRAFARIA
Telefone 212946910

   
ÁREA GEOGRÁFICA(km2) 820


DESCRIÇÃO DA FREGUESIA
 
A freguesia da Trafaria foi criada pelo decreto n.o 12 432 de 7 de Outubro de 1926. Está situada na margem esquerda do rio Tejo entre o Bico da Calha e o Portinho da Costa.

Na sua origem esteve um pequeno aglomerado de pescadores, .sendo ainda hoje a pesca uma das principais ocupações da população da Trafaria.
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Na época de Verão é uma das melhores praias da Outra Banda, juntamente Com a Costa da Caparica, constituindo uma das mais concorridas e alegres praias da região da capital.

Em tempos em que a Trafaria não era mais do que uma ínfima povoação de pescadores foi, cruelmente, mandada incendiar pelo Marquês de Pombal, para castigo dos seus míseros habitantes, que haviam ousado desagradar ao omnipotente ministro de D. José.

Este acontecimento ocorreu no dia 23 de Janeiro de 1777, de má memória, e ficou a dever-se ao facto de, tendo o Marquês necessidade de aumentar os contigentes do exército nacional, ter mandado fazer o recrutamento, a que se recusaram muitos mancebos.


Constou então a Sebastião José de Carvalho e Meio que grande número dos refractários se escondiam na Trafaria pelo que este mandou lançar fogo à aldeia a fim de os prender ou vitimar. O executor da terrível sentença foi Pina Manique que tinha por missão fazer ingressar nas fileiras militares os que de lá fossem fugindo; muitos outros, porém, pereceram no incêndio. A povoação foi, entretanto, reconstruída.

Raúl Brandão exclamou perante a Trafaria "Horrível!". Este epíteto não impediu que grandes figuras como Ramalho Ortigão, Bulhão Pato e outros aqui viessem a banhos.

Segundo Raúl Proença uma das belas páginas das Farpas é a que descreve a morte de um pescador, no mar, à vista da praia e que tem por cenário, precisamente, a Trafaria.

Entre a Trafaria e a Costa existe um, grande pinhal, de plantação recente, pertencente ao Estado, através da qual se pretendeu fixar as dunas da costa e, com uma vala de drenagem enxugaram-se as terras pantanosas entre  Tejo e a Atlântica.

Na área da freguesia há várias fartes, incluídas n conjunto defensivo da barra e porto de Lisboa - Alpena 1 e 2, Raposeira 1 e 2.

Na Trafaria existe a Sociedade Recreativa Musical Trafariense, que integra uma banda filarmónica e uma escola de música, oficialmente inaugurada a 8 de Maio de 1900, conta já, pois, uma respeitável idade. Respeitável, tanto mais, quanta se sabe as dificuldades que estes organismos enfrentam quotidianamente.

Não se conhece, ao certo, o ano em que pela primeira vez apareceu o conjunto musica da Trafaria. Sabe-se, no entanto., que aquando da criação da Sociedade em 1900 alegrava as festas ou acompanhava cortejos fúnebres.

A ideia de criação. de uma banda começou a germinar na cabeça de alguns trafarienses, após uma exibição, na localidade, da Banda da sociedade Filarmónica 1º de Julho de 1890 (Fonte Santa), nos finais do século XIX.

Depois de assente a ideia da criação da Sociedade Recreativa Musical Trafariense, na taberna de José Cardoso, e de reunidos os necessários apoios da população, os fundadores iniciaram a busca de uma sede.

A sua primeira sede foi o primeiro andar do número 35 da Rua 5 de Outubro, mudando-se a Sociedade, algum tempo depois, para o número 72 da mesma rua, que lhes oferecia melhores condições.

O seu primeiro regente foi o Sr. Dias, anteriormente regente da Banda da Fonte Santa.

No ano de 1901 a rainha D. Amélia deslocou-se à Trafaria, a fim de inaugurar a primeira colónia balnear que existiu em Portugal.

Em 1905 foi o rei D. Carlos que esteve na Trafaria para proceder à inauguração do novo quartel, no que se fez acompanhar por alguns dignatários. Devido à garbosa participação nos dois acontecimentos referidos e por ser um pólo de divulgação cultural na região a colectividade recebeu o título de Real Sociedade Recreativa Trafariense, que usou orgulhosamente até à Implementação da República.

 
 
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