.:: Freguesia de União das freguesias de Apúlia e Fão ::.
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Quinta-Feira, 18.4.2019
 
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Locais de Interese (Património)
Igreja Matriz de Apúlia

Apúlia possuía, não temos dúvidas, um templo, mesmo que modesto, de traçado romano que acompanhou a própria fundação desta paróquia desde os tempos mediévicos.

      Segundo a tradição a primeira Igreja desta freguesia, aí pelos séculos XII ou XIII, situar-se-ia na Agra dos Mouros, tendo ficado submersa pelas areias restando hoje, unicamente o Cruzeiro (Cruzeiro da Agra dos Mouros).

      Em 1610, na altura de um Crisma, o seu estado era muito mau mas essa ruína tornou-se mais acentuada aí pelos anos de 1680.

      Perante esse estado físico do seu templo, os Apulienses resolveram edificar uma outra aí por 1694, vemos alguns fregueses preocupados em dotar a sua Igreja com sacrário e Confraria do Santíssimo Sacramento. Para isso, através de Escritura Pública, comprometeram-se a doar bens pessoais para sustento desse Sacrário. É por essa altura, 1683, que o Pároco de Apúlia, o então Reitor Francisco Leite, deixa de assinar como Reitor e toma a categoria de Prior.

      Faz parte do património desta Igreja Matriz uma imponente custódia de prata dourada, com incrustações de pedras finas, estilo renascença, que, na altura das invasões francesas (1809), fora escondida, dentro de um tanque, por forma a escapar ao saque que o exército francês fez às nossas igrejas e confrarias.

      Em 1845 esta Igreja estava de novo arruinada, embora o Santíssimo estivesse num Sacrário decente e possuísse os paramentos necessários.

      Por meados do século XIX o concelho de Esposende sentia uma grande vaga de assaltos nomeadamente às Igrejas, no intuito de roubarem as esmolas e os objectos de culto, de maior valor.

      Apúlia não foge a esta onda de assaltos, e na noite de 16 para 17 de Outubro de 1849 os ladrões abriram o templo, através de uma chave falsa e entraram pela sacristia da Confraria do Santíssimo Sacramento. Arrombaram os armários, as caixas e as gavetas de toda a Igreja. Abriram o Sacrário e levaram a chave dele que era feita de prata.

      Na denuncia feita à Câmara Municipal dizia-se que “... levaram um pequeno Vaso, que era usado para levar o sagrado viático aos enfermos, avaliado em seis contos de reis, levaram ainda uma coroa de prata de Nossa Senhora do Rosário, dois sírios, a almotolia do azeite e o vaso do Sacrário, que era de pau”. Curiosamente a almotolia apareceu no dia seguinte num campo de milho próximo da Igreja. Diz-se ainda na referida queixa de que “... a Igreja possuía alfaias muito ricas mas estavam guardadas em local seguro, fora da Igreja”.

      Em 1936, estando, de novo a Igreja em estado degradado e sendo pequena, resolveram edificar uma nova, que foi sagrada em 18 de Agosto de 1945 pelo Sr. Arcebispo de Braga D. António Bento Martins Júnior.
Ponte Luis Filipe (Fão)
A Ponte Luís Filipe , vulgarmente conhecida por Metálica de Fão, é o único exemplar representativo do período da Arquitectura do Ferro no Concelho de Esposende, está classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto do Governo. N.º 1, de 3 de Janeiro de 1986.
Moinhos e Azenhas (Apúlia)

No aro territorial de Apúlia já existiam, pelo menos desde o século XVIII (1750), uma série de moinhos bem referenciados na toponímia local. Aparecem-nos citações ao “Caminho dos Moinhos”, ao “Moinho do Facho”, ao “Campo do Moinho” e ainda ao “Moinho do Silvestre”. Também nos registos dos foros, e aquando da demarcação de terras, citam-se “tomadias com pinhal e moinho”.

Nos fieiros que marginam a praia entre Areia e Pedrinhas existe um conjunto interessante de quatro moinhos de vento. Na parte sul, a seguir à praia de Couve, existia um outro conjunto de cinco. Eram, sem dúvida, um sinal de uma forte indústria de moagem.

Actualmente os que se erguem em Areia foram transformados em habitações de veraneio, mantendo, no entanto, a sua estrutura exterior. Dos moinhos da parte sul, restam unicamente alguns vestígios a nível dos alicerces ou então a própria memória toponímica.

Eram quase todos construídos de xisto, possuindo as ombreiras, lintéis, soleiras das portas e das janelas em pedra. Possuem paredes circundantes com a forma cónica. O telhado, também ele cónico, era móvel, já que girava sobre uma calha cavada na cinta superior do corpo do moinho, por forma a apanhar a direcção dos ventos. As portas e janelas eram viradas a nascente. Estes moinhos eram constituídos por rés-do-chão e andar.

Pela documentação estudada, podemos identificar a existência dos seguintes moinhos e azenhas:

·                     No lugar de Areia existiam a funcionar 7 moinhos de vento e uma azenha hidráulica.

No lugar de Criaz, 2 moinhos de vento e 2 azenhas hidráulicas. Uma delas, era de Rodízio, situava-se num pequeno percurso de água que vem da Lagoa Negra, mesmo perto da Estrada Nacional 13. Possuía uma construção rectangular, construída em xisto e não argamassada, e a sua porta estava voltada para um antigo caminho. Quando estava em actividade tinha duas mós de moer, movidas através de um rodízio. Neste mesmo lugar existe ainda um moinho de vento, a sul da Estação Rádio Naval, visível da Estrada Nacional 13. Já não possui velame. É de planta circular com tendência cónica. O telhado girava, consoante a direcção do vento, sobre uma calha, com a ajuda de um “rabo” colocado no próprio telhado. Possui uma porta e uma janela. A sua parede exterior está argamassada e supomos que quer as ombreiras da porta, quer da janela são, em granito.
Necrópole Medieval (Fão)

Abrigada por uma área de paisagem protegida, junto ao arruamento que dá acesso ao Facho de N. Sr.ª da Bonança, no lugar das Barreiras, esta necrópole é o mais importante monumento mediévico de Fão, e um dos mais importantes cemitérios medievais da Península Ibérica.

A sua descoberta data de inícios do século XX (1924) no entanto, somente a partir de 1989 é que se procedeu a estudos científicos desta jazida.

As cerca de 200 sepulturas distribuem-se por uma área aproximada de 600 m 2 e encontram-se orientadas no sentido W-E.

Observam-se aqui vários tipos de túmulos de diferente concepção, em xisto e granito, cuja cronologia aproximada oscila entre os séculos XI e XIV, coeva da célebre Peste Negra que vitimou grande parte da população europeia.

Algumas inumações apresentam vestígios de antropomorfismo dados pelos fragmentos de telha, ou pedra, colocados à altura da cabeceira. Esta disposição respeita os princípios canónicos que ditavam que o corpo se orientasse para Jerusalém.

Na área deste "campo santo" estão ainda implantados os restos de um edifício com vários compartimentos, cuja escavação forneceu fragmentos cerâmicos e moedas que confirmam a medievalidade desta estação arqueológica.

Dada a excelente conservação dos restos ósseos, foi permitido aos antropólogos a realização de um estudo apurado sobre as características físicas da população medieval fangueira, nomeadamente os seus hábitos alimentares, estatura e causas de morte.

 

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Facho da Bonança (Fão)
A 2 km a Poente da estrada que liga Viana do Castelo à Póvoa de Varzim, sobre um medão de areia, com cerca de 13 m de altitude, situa-se este pequeno monumento que se insere nos chamados " fachos de borda-mar".
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