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Terça-Feira, 12.11.2019
 
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Lagoa da Ervedeira
Tem uma extensão de 230 a 700 metros, com 2 km de margem, pelo que se situa na fronteira entre a mata do Urso e do Pedrógão, a norte do Pinhal de Leiria. Situa-se a 6 km da praia do Pedrógão, sendo uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos, rosmaninho, alecrim, samouco… Podemos ainda observar caniços na lagoa, bem como uma grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos, aves… Antigamente podiamos encontrar na lagoa ruivacos, carpas, salmões e sabogas, no entanto estes peixes foram desaparecendo. Segundo se consta, em meados do século passado, algum produto químico teria matado quase a totalidade dos peixes, que foram apodrecendo nas margens. No seu lugar foram então colocados achigãs, peixe carnívoro e carpas, que ainda hoje abundam na lagoa.
Pinhal e a Lagoa

Pinhal de Leiria está situado a norte de Leiria, na Mata Nacional do Urso, constituindo uma das maiores manchas naturais da região centro. Em Portugal, o pinhal de Leiria foi marcou o início da plantação intensiva de monocultura do pinheiro bravo.

Foi D. Afonso III no século XIII que deu início à plantação dos pinheiros. No entanto é com D. Dinis que (entre 1279 e 1325) a cultura foi intensificada. Fizeram-se enormes sementeiras para que as dunas da costa não se degradassem. Serviu este pinhal também para a exportação e construção naval que servia interesses comerciais e marítimos do reino.

Sempre que era feito o corte de árvores, havia uma replantação imediatamente a seguir. Esta acção manteve o pinhal praticamente intacto. Durante os séculos XV e XVI. Na altura dos Descobrimentos Marítimos, o pinhal desempenhou um importante papel. A madeira deste pinhal era usada nas embarcações. O pez (alcatrão vegetal extraído dos pinheiros) ajudou na protecção das caravelas.

Em Monte Redondo, no Museu Etnológico, pode-se visitar um dos muitos fornos de pez que existiram no pinhal.

A expansão industrial (nos séculos XVIII e XIX) e o aumento demográfico trouxeram a necessidade de produzir carvão de madeira quer para alimentar os fornos das indústrias metalúrgicas e de vidro, quer para o aquecimento das populações. Em meados do séc. XIX começou a produção de produtos resinosos, nomeadamente com a extracção da goma dos pinheiros.

O pinhal continua ainda hoje como um local de lazer. Actualmente é possível passear dentro do pinhal, aproveitando toda a fragrância aromática que se espalha no ar. A mata é cerrada e permite muitas actividades ligadas à natureza, como passeios de bicicleta ou a pé.

A flora do pinhal é bastante variada. Para além do pinheiro bravo que domina a paisagem, há urzes brancas, fetos arbustivos, lentisco-bastardo, urzes rosadas e rosmaninho. Também são muito comuns à beira do rio Lis exemplares de amieiros, freixos e salgueiros

Mais três pinhais defendem algumas paisagens costeiras: Pinhal do Pedrógão, Pinhal das Dunas do Lis e Pinhal do Concelho, pinhal que envolve as dunas da praia deserta do Fausto.

Para apreciar as verdadeiras dimensões desta mancha de pinhal o melhor é subir ao alto de Pedrógão (pela estrada que liga Coimbrão a Pedrógão) ou então ir pela estrada Lagoa da Ervedeira - Pedrógão, ao morro do Ferreiro. Daí a paisagem assume um verde intenso, com ares de particular silêncio.

Próxima da Mata Nacional do Urso, a Lagoa da Ervedeira apresenta uma extensão de dois quilómetros de areal e vegetação envolvente sem igual. O areal imenso permite passeios e brincadeiras de miúdos. Esta lagoa é muito procurada para a prática de desportos náuticos como o wind-surf.

 (*) Texto de Salomé Joanaz e Renato Soares

 

Património

O património a preservar tem a sua coroa de glória nas casas típicas de Coimbrão, centradas nas suas cozinhas típicas, com chaminés em pirâmide e organizadas por uma familiaridade tradicional e única. Para além delas, merece destaque a Lagoa da Ervedeira, a Praia de Pedrogão, belíssimamente enquadrada entre o mar e o pinhal, os seus já raros palheiros nas dunas e os recantos de lavoura escavados nas areias dunares em gamelas de verdura.
Do património edificado, destacam-se a Casa Leal, a Capela de São Tiago e a Igreja Matriz.

Praia do Pedrógão

Ao dirigirmo-nos para a costa encontramos a Praia do Pedrógão, banhada pelo oceano Atlântico, um nome adquirido por ter junto ao mar grandes rochas escalvadas.
Em 1835, dois lavradores abastados do Coimbrão, decidiram montar uma campanha (grupo de pescadores) num extenso areal, iniciando a exploração industrial da sardinha.

 

Pedróão

BarcoNão havia casas, nem ruas, nada! Só pedras e dunas. Para movimentar o barco, procuraram 40 homens nas Praias mais a Norte. Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas de madeira muito rudimentares. Foram estes os primeiros habitantes do Pedrógão. Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações sofreu ao longo de muitos anos. Os pescadores utilizavam uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento, a xávega, com esbeltos barcos em forma de meia lua, estas embarcações eram a remos. Com o passar do tempo as campanhas sucediam-se, e no inicio do século, aquela praia passou a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região. 

 

Casa
Casa do Pedrógão dos anos 60

Foram surgindo as primeiras barracas de madeira no bairro dos pescadores, e mais tarde, algumas casas "senhoriais". As diversões dos "senhores" limitaram-se durante muito tempo aos convívios no areal, cinema ao ar livre na zona do mercado, piqueniques no pinhal e encontros no café ou nas tabernas. Foi num desses serões que surgiu a ideia de fundar o casino, em 1956. Um ano depois surgiu o novo local de diversão, junto de uma das várias casas de madeira já destruídas, onde se julga ter vivido Aquilino Ribeiro, que no livro " A Batalha Sem Fim" imortalizou a praia.


PraiaPara dançar nos famosos bailes do casino vinham pessoas de outros lugares e a entrada só era permitida a sócios, familiares e pessoas do mesmo nível social. Naquela altura no período entre o dia 1 de Junho e 30 de Agosto a praia era destinada aos mais ricos, e a partir de Setembro, o areal vestia-se ás "riscas", isto é, era ocupada por camponeses e operários.

           
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